A premiê italiana reagiu às críticas do presidente americano após ele afirmar que ela 'implorou' por uma foto no G7. A troca de farpas expõe tensão entre os dois líderes de direita.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (20). Meloni sugeriu que Trump deveria se preocupar mais com sua própria popularidade ao invés de comentar sobre a dela. A declaração vem após Trump sugerir que a líder italiana tentava aumentar seus índices de aprovação ao restabelecer laços com os EUA.
Na sexta-feira (19), Meloni acusou Trump de mentir ao afirmar que ela havia ‘implorado’ por uma foto com ele durante a cúpula do G7 na França. Trump, por sua vez, reiterou essa afirmação em uma postagem em sua plataforma Truth Social, errando o nome da premiê italiana e alegando que ‘ela quer ser amiga dele novamente para aumentar seus números.’
“Presidente Trump, esses ataques constantes e gratuitos são sem sentido. Minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua”, disse Meloni em uma postagem no Instagram.
Meloni ainda afirmou que ser amiga de Trump ‘certamente não ajudou’ sua popularidade, referindo-se às críticas que recebeu após a Itália não permitir o uso de bases militares americanas no país durante a guerra com o Irã, iniciada pelos EUA e Israel no final de fevereiro.
Em resposta ao presidente dos EUA, Meloni declarou: “O uso delas é regido por acordos que sempre respeitamos e que não podem ser violados. Enquanto eu for primeira-ministra, a Itália continuará sendo uma nação soberana.”
Em termos de aprovação, o governo de Meloni, que assumiu o poder em 2022, viu sua taxa subir para cerca de 35% nas pesquisas de opinião, após um período de declínio em 2025. O partido dela, Irmãos da Itália, lidera as intenções de voto com cerca de 28%, enquanto o Partido Democrático, da oposição, aparece com aproximadamente 22%.
Do lado americano, Trump, que tomou posse em janeiro de 2025, viu sua taxa de aprovação subir um ponto percentual, alcançando 36%, embora ainda esteja próximo dos níveis mais baixos de sua carreira política, conforme uma pesquisa Reuters/Ipsos, à medida que a insatisfação pública com o custo de vida diminui.
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