Conversa captada por microfone aberto revelou o presidente Lula insatisfeito com a logística do G7. 'Só vamos descer quando estiver quase pronta a reunião', disse ele ao chanceler Mauro Vieira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou irritação ao chegar à reunião do G7, realizada na quarta-feira (17 de junho de 2026) na França, antes de outros líderes mundiais. Durante uma conversa com seu assessor, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula foi ouvido dizendo que estava “puto” com a situação.
“Essas coisas que eu fico puto. Só vamos descer quando estiver quase pronta a reunião”, declarou o presidente, enquanto a conversa era captada por um microfone aberto. A insatisfação de Lula parece ter sido provocada pela sua chegada ao local antes do início oficial da cúpula, o que o levou a questionar a presença de outros líderes no ambiente.
“Cheguei aqui e só tinha uma pessoa aqui dentro”, afirmou Lula, em resposta a um assessor que sugeriu que já havia líderes na sala.
Após essa declaração, Mauro Vieira informou a Lula, em voz baixa, que a imprensa estava filmando a situação, o que tornou a conversa inaudível a partir daquele momento.
O encontro do G7 teve como pauta principal questões de segurança econômica global, abordando temas como cadeias de suprimento de minerais estratégicos e desequilíbrios no comércio internacional. O evento ocorre em um contexto de esforços entre os países aliados para consolidar posições comuns em relação à guerra na Ucrânia e a implementação de novas medidas de pressão contra a Rússia.
Além da guerra na Ucrânia, os líderes discutiram um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã, que foi anunciado um dia antes da cúpula. As conversas também abordaram maneiras de diversificar as cadeias de energia, visando reduzir a dependência de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.
O encontro ainda incluiu propostas para diminuir a dependência ocidental de minerais críticos produzidos na China, em resposta a preocupações sobre restrições às exportações e os impactos nas cadeias industriais globais. A União Europeia propõe medidas para aumentar investimentos e fortalecer cadeias de suprimento fora da influência chinesa.
Por fim, as discussões progrediram em relação aos desequilíbrios no comércio global e os efeitos da inteligência artificial, focando em regulação e responsabilização de sistemas automatizados, além dos impactos sobre a circulação de informações.
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