O metal precioso recuou na Comex nesta segunda-feira (22), pressionado pelo enfraquecimento da demanda por ativos de proteção. Dólar forte e expectativa de juros altos nos EUA ampliaram as perdas.
O ouro fechou em queda nesta segunda-feira (22), pressionado pela percepção de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa de juros elevados nos EUA por mais tempo. O enfraquecimento da demanda por ativos de proteção e a valorização do dólar também influenciaram o desempenho do metal precioso ao longo da sessão.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,02%, cotado a US$ 4.202,70 por onça-troy. Por sua vez, a prata para julho recuou 1,11%, com preço de US$ 65,583 por onça-troy.
As negociações entre Washington e Teerã têm impacto significativo no movimento dos metais. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que houve progresso nas conversas e indicou a possível retomada de inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Contudo, a mídia iraniana contestou essa informação.
Analistas do Saxo Bank afirmaram que os avanços diplomáticos entre EUA e Irã, bem como os esforços para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, aliviaram os temores de interrupções no fornecimento de energia e de pressões inflacionárias, reduzindo o apelo do ouro como porto seguro.
Além dos fatores geopolíticos, o mercado também reagiu ao tom considerado conservador do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). De acordo com o Saxo Bank, declarações recentes do presidente da instituição, Kevin Warsh, reforçaram a percepção de que os juros poderão se manter elevados por mais tempo, aumentando o custo de oportunidade de manter posições em ativos que não oferecem rendimento, como o ouro.
O índice do dólar também avançou, tornando as commodities cotadas na moeda norte-americana mais caras para compradores estrangeiros. O Morgan Stanley avaliou que juros elevados continuam sendo um obstáculo para novas altas do ouro, ao limitar a demanda por ETFs lastreados no metal.
Apesar da visão positiva para o longo prazo, o banco destacou que a redução das tensões no Oriente Médio e a queda do petróleo diminuem parte do suporte recente aos preços do ouro.
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