O plano de governo do candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, médico psiquiatra de 67 anos conhecido por publicar dezenas de livros de autoajuda, tem 200 páginas e apresenta 18 tópicos de projetos voltados a áreas diversas da administração pública.
Na educação, o documento prioriza o ensino em tempo integral e propõe mudança curricular com inclusão de disciplinas voltadas à gestão da emoção, educação financeira e empreendedorismo. A proposta coloca a formação socioemocional como componente curricular formal e prevê ações para ampliar jornada escolar.
Entre as iniciativas sociais, o plano traz o “Projeto Brasil Neuroinclusivo”, destinado ao acolhimento de pessoas neurodivergentes, incluindo autismo, dislexia, transtornos de aprendizagem, altas habilidades e transtorno do déficit de atenção. A proposta apresenta medidas de inclusão educacional e de atendimento especializado para esse público.
Na área de proteção às mulheres, o candidato prevê políticas de prevenção ao feminicídio e o uso de tecnologias para proteger a vida das mulheres, além de programas de prevenção da violência.
O empreendedorismo aparece em múltiplos eixos do plano. Há proposta de criação de um ministério específico para o tema, de escolas de formação de empreendedores e da destinação de recursos para um fundo nacional do empreendedor entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões. O documento também apresenta o projeto “Embaixadas Empreendedoras”, que mira em uma diplomacia empreendedora, segundo o candidato.
No campo da segurança alimentar, o plano propõe um programa de combate à fome no mundo, com a criação de um fundo internacional e apoio à agricultura familiar como base da política de segurança alimentar.
Para a saúde, o candidato aposta em telemedicina, inteligência artificial e plataformas digitais como instrumentos para universalizar o acesso ao atendimento médico. O plano dá ênfase a estratégias de prevenção e detecção precoce do câncer, buscando integrar tecnologia e políticas públicas de rastreamento e tratamento.
Em energia, a proposta tem como meta transformar o Brasil em referência mundial em hidrogênio verde. No setor de minerais, o documento defende investimentos em tecnologia, pesquisa e indústria para reduzir a exportação de minerais brutos e agregar valor à cadeia produtiva das terras raras.
No campo ambiental, o projeto intitulado “Floresta Viva” foca no combate a incêndios e na elaboração de um plano de proteção ambiental. Já na segurança pública, o plano prevê integração nacional das forças de segurança por meio de um sistema integrado de informações e a criação de núcleos municipais para o combate ao crime organizado.
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