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Aracaju, Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Produção de trigo no RS despenca 36% em 2026 por clima e crise

Brasil

Produção de trigo no RS despenca 36% em 2026 por clima e crise

Produção de trigo no Rio Grande do Sul deve cair 36,4% em 2026 devido a El Niño.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h07
Produção de trigo no RS despenca 36% em 2026 por clima e crise

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El Niño e preços baixos assustam produtores gaúchos, que reduzem área plantada. RS deve colher 2,2 mi de toneladas, contra 3,46 mi em 2025.

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A safra de trigo do Rio Grande do Sul deve apresentar uma queda de 36,4% em 2026 em comparação com a temporada anterior, conforme a primeira estimativa da Emater para as culturas de inverno. A produção do estado, que é o principal produtor de trigo no Brasil, está prevista para ser de 2,2 milhões de toneladas, enquanto em 2025 foi de 3,46 milhões de toneladas.

Os produtores estão reduzindo a área plantada devido a preocupações climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño e à situação financeira desfavorável, agravada pelos preços baixos do cereal. A área destinada ao cultivo de trigo deverá diminuir 30,2%, totalizando 814,2 mil hectares, segundo o levantamento da Emater, órgão vinculado ao governo gaúcho.

O panorama para a cultura do trigo no Rio Grande do Sul reflete uma tendência que também poderá impactar o plantio em outros estados, como o Paraná, onde o cultivo já está em estágios mais avançados. Especialistas já projetam um aumento nas importações do cereal pelo Brasil neste ano, considerando que o país costuma importar cerca de metade do que consome.

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“Essa diminuição de área acaba também impactando a produção. É uma questão muito lógica, mas importante destacar: em um cenário de El Niño, o produtor fica na insegurança de fato com a cultura do trigo”, destacou Mateus Rocha, diretor técnico da Emater, durante coletiva de imprensa.

O fenômeno El Niño traz um inverno e uma primavera mais chuvosos para o Sul do Brasil, o que geralmente resulta em um aumento de doenças nas plantações, elevando os custos e limitando o potencial de produção. Além disso, chuvas excessivas durante a colheita podem prejudicar a qualidade do trigo. Mateus Rocha ressaltou que o trigo é uma cultura sensível a questões fitossanitárias.

Outros fatores que podem contribuir para a queda na produção incluem uma expectativa de redução na produtividade média, refletindo a diminuição dos investimentos em insumos e a insegurança no crédito rural. Rocha mencionou que os produtores estão enfrentando um cenário de preços baixos e oferta abundante em outros países, o que provoca uma retração no cultivo.

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Por outro lado, a produção de canola, uma oleaginosa de inverno utilizada na produção de biocombustíveis, deve dobrar em relação ao ano anterior, alcançando 572 mil toneladas, com um crescimento na área plantada para 353 mil hectares, impulsionado por contratos com indústrias que garantem o plantio.

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A safra de trigo do Rio Grande do Sul deve apresentar uma queda de 36,4% em 2026 em comparação com a temporada anterior, conforme a primeira estimativa da Emater para as culturas de inverno. A produção do estado, que é o principal produtor de trigo no Brasil, está prevista para ser de 2,2 milhões de toneladas, enquanto em 2025 foi de 3,46 milhões de toneladas.

Os produtores estão reduzindo a área plantada devido a preocupações climáticas relacionadas ao fenômeno El Niño e à situação financeira desfavorável, agravada pelos preços baixos do cereal. A área destinada ao cultivo de trigo deverá diminuir 30,2%, totalizando 814,2 mil hectares, segundo o levantamento da Emater, órgão vinculado ao governo gaúcho.

O panorama para a cultura do trigo no Rio Grande do Sul reflete uma tendência que também poderá impactar o plantio em outros estados, como o Paraná, onde o cultivo já está em estágios mais avançados. Especialistas já projetam um aumento nas importações do cereal pelo Brasil neste ano, considerando que o país costuma importar cerca de metade do que consome.

“Essa diminuição de área acaba também impactando a produção. É uma questão muito lógica, mas importante destacar: em um cenário de El Niño, o produtor fica na insegurança de fato com a cultura do trigo”, destacou Mateus Rocha, diretor técnico da Emater, durante coletiva de imprensa.

O fenômeno El Niño traz um inverno e uma primavera mais chuvosos para o Sul do Brasil, o que geralmente resulta em um aumento de doenças nas plantações, elevando os custos e limitando o potencial de produção. Além disso, chuvas excessivas durante a colheita podem prejudicar a qualidade do trigo. Mateus Rocha ressaltou que o trigo é uma cultura sensível a questões fitossanitárias.

Outros fatores que podem contribuir para a queda na produção incluem uma expectativa de redução na produtividade média, refletindo a diminuição dos investimentos em insumos e a insegurança no crédito rural. Rocha mencionou que os produtores estão enfrentando um cenário de preços baixos e oferta abundante em outros países, o que provoca uma retração no cultivo.

Por outro lado, a produção de canola, uma oleaginosa de inverno utilizada na produção de biocombustíveis, deve dobrar em relação ao ano anterior, alcançando 572 mil toneladas, com um crescimento na área plantada para 353 mil hectares, impulsionado por contratos com indústrias que garantem o plantio.

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