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Aracaju, Quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Senado discute limites ao poder do conselho de minerais críticos em novo PL

Política

Senado discute limites ao poder do conselho de minerais críticos em novo PL

Senadores debatem limites ao poder do conselho de minerais críticos em novo PL.

15/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h26
Senado discute limites ao poder do conselho de minerais críticos em novo PL

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Os senadores debatem a limitação do poder do conselho que será criado para coordenar a política nacional de minerais críticos e monitorar operações e vendas no setor mineral. A discussão ganhou destaque após o parecer apresentado pelo senador Wilder Morais (PL-GO) sobre um projeto específico do Senado. A votação do texto estava marcada para esta terça-feira (14) na Comissão de Serviços de Infraestrutura, mas foi adiada devido a um pedido de vista coletiva.

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O pedido de mais tempo foi feito pelos senadores Laércio Oliveira (PP-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Carvalho (PT-SE). O presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO), também apoiou a solicitação e defendeu alterações que reduzam a margem de discricionariedade do governo na atuação do novo conselho.

O parecer de Wilder não inclui o PL 2.780/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado. O senador é relator de outra proposta, o PL 4.443/2025, de autoria de Renan Calheiros (MDB-AL), que também estabelece uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Apesar das diferenças entre os projetos, o texto apresentado incorpora instrumentos já aprovados pela Câmara, como fundo garantidor, créditos fiscais, debêntures incentivadas, rastreabilidade, obrigatoriedade de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e incentivos à agregação de valor no Brasil.

A principal distinção está no nível de intervenção do governo sobre operações privadas. O projeto aprovado pela Câmara prevê que o CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) e a ANM (Agência Nacional de Mineração) possam homologar, por meio de mecanismo de triagem, operações consideradas sensíveis — o que inclui mudanças de controle societário, participação estrangeira significativa, acesso a informações geológicas estratégicas, contratos internacionais de fornecimento e operações envolvendo títulos minerários relacionados à União.

No substitutivo de Wilder, a palavra “homologar” é substituída por “registrar e acompanhar”, mudança significativa: a homologação pode ser vista como autorização formal do governo, enquanto o registro e acompanhamento têm caráter menos autoritário, permitindo monitorar as operações sem exigir aprovação prévia.

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A eficácia do conselho ainda dependerá da regulamentação pelo Poder Executivo — o parecer não detalha todas as informações a serem apresentadas, os prazos de análise nem as medidas que poderão ser adotadas pelo CIMCE e pela ANM durante o acompanhamento. Por isso, os senadores buscam restringir a margem deixada ao regulamento e estabelecer critérios mais claros diretamente no projeto, evitando que uma redação aparentemente menos intrusiva se torne um mecanismo amplo de interferência sobre investimentos privados.

O substitutivo também propõe a criação de barreiras internas: a estrutura do conselho deverá separar as funções de formulação da política mineral das relacionadas à aprovação de projetos e à análise de atos societários e contratuais, atribuindo essas responsabilidades a instâncias diferentes para evitar que os mesmos integrantes atuem nas duas áreas.

Ainda assim, o parecer não diminui a influência do conselho: o CIMCE continuará vinculado à Presidência da República e poderá definir e revisar a lista de minerais críticos e estratégicos, aprovar o plano nacional, selecionar projetos prioritários e estabelecer diretrizes para o acesso a instrumentos públicos de incentivo.

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A proposta, portanto, diminui a percepção de um poder de veto direto, mas mantém a capacidade do governo de planejar, selecionar projetos, conceder benefícios e monitorar operações estratégicas. O parecer também deixa de fora regras do texto aprovado pela Câmara que foram alvo de críticas das mineradoras, como o prazo máximo de dez anos para pesquisa mineral em áreas com minerais críticos ou estratégicos.

O projeto de Wilder também não incorpora o dispositivo que permite ao governo estabelecer parâmetros e requisitos técnicos vinculados à exportação de minerais críticos, mas mantém o acompanhamento de contratos internacionais que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do país, além da possibilidade de exigir que empresas destinem parte da produção ao mercado interno como contrapartida para acesso ao programa federal de incentivos.

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Os senadores debatem a limitação do poder do conselho que será criado para coordenar a política nacional de minerais críticos e monitorar operações e vendas no setor mineral. A discussão ganhou destaque após o parecer apresentado pelo senador Wilder Morais (PL-GO) sobre um projeto específico do Senado. A votação do texto estava marcada para esta terça-feira (14) na Comissão de Serviços de Infraestrutura, mas foi adiada devido a um pedido de vista coletiva.

O pedido de mais tempo foi feito pelos senadores Laércio Oliveira (PP-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Carvalho (PT-SE). O presidente da comissão, Marcos Rogério (PL-RO), também apoiou a solicitação e defendeu alterações que reduzam a margem de discricionariedade do governo na atuação do novo conselho.

O parecer de Wilder não inclui o PL 2.780/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado. O senador é relator de outra proposta, o PL 4.443/2025, de autoria de Renan Calheiros (MDB-AL), que também estabelece uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Apesar das diferenças entre os projetos, o texto apresentado incorpora instrumentos já aprovados pela Câmara, como fundo garantidor, créditos fiscais, debêntures incentivadas, rastreabilidade, obrigatoriedade de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e incentivos à agregação de valor no Brasil.

A principal distinção está no nível de intervenção do governo sobre operações privadas. O projeto aprovado pela Câmara prevê que o CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) e a ANM (Agência Nacional de Mineração) possam homologar, por meio de mecanismo de triagem, operações consideradas sensíveis — o que inclui mudanças de controle societário, participação estrangeira significativa, acesso a informações geológicas estratégicas, contratos internacionais de fornecimento e operações envolvendo títulos minerários relacionados à União.

No substitutivo de Wilder, a palavra “homologar” é substituída por “registrar e acompanhar”, mudança significativa: a homologação pode ser vista como autorização formal do governo, enquanto o registro e acompanhamento têm caráter menos autoritário, permitindo monitorar as operações sem exigir aprovação prévia.

A eficácia do conselho ainda dependerá da regulamentação pelo Poder Executivo — o parecer não detalha todas as informações a serem apresentadas, os prazos de análise nem as medidas que poderão ser adotadas pelo CIMCE e pela ANM durante o acompanhamento. Por isso, os senadores buscam restringir a margem deixada ao regulamento e estabelecer critérios mais claros diretamente no projeto, evitando que uma redação aparentemente menos intrusiva se torne um mecanismo amplo de interferência sobre investimentos privados.

O substitutivo também propõe a criação de barreiras internas: a estrutura do conselho deverá separar as funções de formulação da política mineral das relacionadas à aprovação de projetos e à análise de atos societários e contratuais, atribuindo essas responsabilidades a instâncias diferentes para evitar que os mesmos integrantes atuem nas duas áreas.

Ainda assim, o parecer não diminui a influência do conselho: o CIMCE continuará vinculado à Presidência da República e poderá definir e revisar a lista de minerais críticos e estratégicos, aprovar o plano nacional, selecionar projetos prioritários e estabelecer diretrizes para o acesso a instrumentos públicos de incentivo.

A proposta, portanto, diminui a percepção de um poder de veto direto, mas mantém a capacidade do governo de planejar, selecionar projetos, conceder benefícios e monitorar operações estratégicas. O parecer também deixa de fora regras do texto aprovado pela Câmara que foram alvo de críticas das mineradoras, como o prazo máximo de dez anos para pesquisa mineral em áreas com minerais críticos ou estratégicos.

O projeto de Wilder também não incorpora o dispositivo que permite ao governo estabelecer parâmetros e requisitos técnicos vinculados à exportação de minerais críticos, mas mantém o acompanhamento de contratos internacionais que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do país, além da possibilidade de exigir que empresas destinem parte da produção ao mercado interno como contrapartida para acesso ao programa federal de incentivos.

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