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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Tarifa dos EUA afeta Brasil devido ao protecionismo, aponta analista

Internacional

Tarifa dos EUA afeta Brasil devido ao protecionismo, aponta analista

Tarifa adicional dos EUA sobre produtos brasileiros é resultado do protecionismo nacional.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h16
Tarifa dos EUA afeta Brasil devido ao protecionismo, aponta analista

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O governo dos Estados Unidos oficializou, no dia 15 de julho, uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, estabelecendo uma alíquota adicional de 25% sobre diversos itens. Essa ação ocorreu após recomendação do USTR (United States Trade Representative).

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O analista Lourival Sant’Anna destacou durante o WW que o protecionismo existente no Brasil compromete as negociações com o governo norte-americano. Segundo Sant’Anna, o país é particularmente vulnerável às tarifas americanas em função de sua história de protecionismo.

“Porque o Brasil é altamente protecionista. Essa é uma questão que muitos brasileiros ou ignoram, não sabem ou não querem saber”, afirmou.

O analista também ressaltou que a visão tarifária do presidente americano, Donald Trump, não é uma novidade. Sant’Anna explicou que Trump acredita em tarifas há mais de 40 anos. “Naquela época, nos anos 80, quando ele foi se tornando uma pessoa pública e dando entrevistas, ele falava de tarifas, acreditava em tarifas”, disse.

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De acordo com Sant’Anna, Trump possui uma perspectiva mercantilista, comparando o mercado americano a uma loja de departamentos. “Para você entrar, você tem que pagar um ingresso. Se você quer acessar o mercado americano, você tem que pagar um pedágio. É assim que ele pensa”, detalhou.

A imposição das tarifas pelos EUA também provocou um intenso debate político no Brasil. Setores do PT (Partido dos Trabalhadores) tentaram associar essa medida ao bolsonarismo. Contudo, Sant’Anna considera essa associação um equívoco. “Isso é superestimar a influência dos Bolsonaros e da sua corrente sobre o governo americano”, afirmou.

Segundo o analista, o campo bolsonarista tem, no máximo, a capacidade de acelerar decisões que já estavam em andamento no governo dos EUA. “Eles não têm essa influência. Eles conseguem sugerir, por exemplo, trazer subsídios para que o governo americano adote uma medida que já estava decidida e encaminhada”, explicou, citando como exemplo a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

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Para Sant’Anna, essa designação já era uma política dos EUA para o mundo todo e não uma ação motivada por pressão do bolsonarismo.

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O governo dos Estados Unidos oficializou, no dia 15 de julho, uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, estabelecendo uma alíquota adicional de 25% sobre diversos itens. Essa ação ocorreu após recomendação do USTR (United States Trade Representative).

O analista Lourival Sant’Anna destacou durante o WW que o protecionismo existente no Brasil compromete as negociações com o governo norte-americano. Segundo Sant’Anna, o país é particularmente vulnerável às tarifas americanas em função de sua história de protecionismo.

“Porque o Brasil é altamente protecionista. Essa é uma questão que muitos brasileiros ou ignoram, não sabem ou não querem saber”, afirmou.

O analista também ressaltou que a visão tarifária do presidente americano, Donald Trump, não é uma novidade. Sant’Anna explicou que Trump acredita em tarifas há mais de 40 anos. “Naquela época, nos anos 80, quando ele foi se tornando uma pessoa pública e dando entrevistas, ele falava de tarifas, acreditava em tarifas”, disse.

De acordo com Sant’Anna, Trump possui uma perspectiva mercantilista, comparando o mercado americano a uma loja de departamentos. “Para você entrar, você tem que pagar um ingresso. Se você quer acessar o mercado americano, você tem que pagar um pedágio. É assim que ele pensa”, detalhou.

A imposição das tarifas pelos EUA também provocou um intenso debate político no Brasil. Setores do PT (Partido dos Trabalhadores) tentaram associar essa medida ao bolsonarismo. Contudo, Sant’Anna considera essa associação um equívoco. “Isso é superestimar a influência dos Bolsonaros e da sua corrente sobre o governo americano”, afirmou.

Segundo o analista, o campo bolsonarista tem, no máximo, a capacidade de acelerar decisões que já estavam em andamento no governo dos EUA. “Eles não têm essa influência. Eles conseguem sugerir, por exemplo, trazer subsídios para que o governo americano adote uma medida que já estava decidida e encaminhada”, explicou, citando como exemplo a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Para Sant’Anna, essa designação já era uma política dos EUA para o mundo todo e não uma ação motivada por pressão do bolsonarismo.

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