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Trump muda política de vacinação infantil e OMS condena decisão

Trump altera política de vacinação infantil nos EUA, gerando reação da OMS.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 22h06
Trump muda política de vacinação infantil e OMS condena decisão

A Organização Mundial da Saúde criticou a nova diretriz americana sobre imunização infantil por não se basear em evidências científicas consolidadas. As mudanças foram anunciadas no Salão Oval na segunda-feira (10).

A nova estratégia do governo de Donald Trump para mudar a política de vacinação infantil nos Estados Unidos gerou forte reação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade afirmou que decisões sobre imunização devem ser baseadas em evidências científicas acumuladas ao longo de décadas, alertando que as recentes alterações implementadas pelo governo americano não estão alinhadas a esse conhecimento.

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A discussão sobre a vacinação infantil ganhou destaque após um evento realizado no Salão Oval na última segunda-feira (10). Durante a apresentação das mudanças, Trump foi visto sentado enquanto membros de seu governo explicavam as novas diretrizes. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o presidente com os olhos fechados, levando internautas a especular que ele teria cochilado durante a cerimônia. Vídeos do momento também destacaram o tremor nas mãos de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde, enquanto ele falava.

No centro da controvérsia está uma ordem assinada por Trump que visa reformular as recomendações federais de imunização na infância. Entre as propostas estão a redução do número de vacinas recomendadas rotineiramente e um maior intervalo entre algumas aplicações. A medida também sugere mudanças nas regras de vacinação escolar.

Um dos aspectos mais criticados é a proposta de descontinuar a vacina combinada MMR (equivalente à tríplice viral no Brasil) e oferecer as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola de forma separada. Especialistas afirmam que não existem evidências científicas que justifiquem a separação, e as vacinas individuais não estão disponíveis atualmente nos Estados Unidos.

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Em sua resposta, a OMS defendeu que os calendários de vacinação sejam elaborados com base em avaliações independentes e transparentes. A entidade ressaltou que as recomendações sobre a idade e o momento apropriado de cada dose são fruto de décadas de pesquisa sobre transmissão de doenças, funcionamento do sistema imunológico e eficácia e segurança das vacinas.

Robert F. Kennedy Jr., que está no centro desse debate há anos, já havia propagado alegações infundadas sobre uma suposta ligação entre vacinas e autismo antes de assumir o cargo de secretário de Saúde. Apesar disso, em meio ao aumento dos casos de sarampo nos EUA, ele afirmou em entrevista que os pais devem vacinar os filhos contra a doença, reconhecendo a eficácia da vacina.

O momento é crítico para a saúde pública americana, já que os Estados Unidos enfrentam um aumento significativo nos registros de sarampo. Especialistas temem que uma queda na cobertura vacinal resulte na propagação de uma doença considerada eliminada no país desde 2000. Tanto Trump quanto Kennedy argumentam que as mudanças visam aumentar a autonomia das famílias e alinhar o calendário americano ao de outras nações desenvolvidas.

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A Organização Mundial da Saúde criticou a nova diretriz americana sobre imunização infantil por não se basear em evidências científicas consolidadas. As mudanças foram anunciadas no Salão Oval na segunda-feira (10).

A nova estratégia do governo de Donald Trump para mudar a política de vacinação infantil nos Estados Unidos gerou forte reação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade afirmou que decisões sobre imunização devem ser baseadas em evidências científicas acumuladas ao longo de décadas, alertando que as recentes alterações implementadas pelo governo americano não estão alinhadas a esse conhecimento.

A discussão sobre a vacinação infantil ganhou destaque após um evento realizado no Salão Oval na última segunda-feira (10). Durante a apresentação das mudanças, Trump foi visto sentado enquanto membros de seu governo explicavam as novas diretrizes. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o presidente com os olhos fechados, levando internautas a especular que ele teria cochilado durante a cerimônia. Vídeos do momento também destacaram o tremor nas mãos de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde, enquanto ele falava.

No centro da controvérsia está uma ordem assinada por Trump que visa reformular as recomendações federais de imunização na infância. Entre as propostas estão a redução do número de vacinas recomendadas rotineiramente e um maior intervalo entre algumas aplicações. A medida também sugere mudanças nas regras de vacinação escolar.

Um dos aspectos mais criticados é a proposta de descontinuar a vacina combinada MMR (equivalente à tríplice viral no Brasil) e oferecer as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola de forma separada. Especialistas afirmam que não existem evidências científicas que justifiquem a separação, e as vacinas individuais não estão disponíveis atualmente nos Estados Unidos.

Em sua resposta, a OMS defendeu que os calendários de vacinação sejam elaborados com base em avaliações independentes e transparentes. A entidade ressaltou que as recomendações sobre a idade e o momento apropriado de cada dose são fruto de décadas de pesquisa sobre transmissão de doenças, funcionamento do sistema imunológico e eficácia e segurança das vacinas.

Robert F. Kennedy Jr., que está no centro desse debate há anos, já havia propagado alegações infundadas sobre uma suposta ligação entre vacinas e autismo antes de assumir o cargo de secretário de Saúde. Apesar disso, em meio ao aumento dos casos de sarampo nos EUA, ele afirmou em entrevista que os pais devem vacinar os filhos contra a doença, reconhecendo a eficácia da vacina.

O momento é crítico para a saúde pública americana, já que os Estados Unidos enfrentam um aumento significativo nos registros de sarampo. Especialistas temem que uma queda na cobertura vacinal resulte na propagação de uma doença considerada eliminada no país desde 2000. Tanto Trump quanto Kennedy argumentam que as mudanças visam aumentar a autonomia das famílias e alinhar o calendário americano ao de outras nações desenvolvidas.

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