O MPF em Sergipe realizou visitas a terreiros e comunidades de matriz africana para ouvir lideranças e divulgar a reunião marcada para 13 de agosto, em Aracaju. A ação reforça o diálogo no combate ao racismo religioso.
O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF) realizou uma série de visitas presenciais a terreiros e comunidades religiosas de matriz africana no estado. A iniciativa teve como objetivo promover o diálogo direto e convidar pessoalmente a comunidade para uma reunião informativa marcada para o dia 13 de agosto, em Aracaju.
Durante o processo de aproximação e escuta ativa, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) conversou com diversas lideranças religiosas, entre elas Mãe Marizete, Yalorixá do Abassá São Jorge; Pai Arvanley, Babalorixá do Ilê Axé Odé Bamirê Obá Fanidê; Pai Reginaldo Ògún Tóòrikpe, Babalorixá do Ilé Ase Opo Osogunlade; Pai Júnior, Babalaxé Xanguinandju do Ilé Asé Alaroke Bàbá Ajagunan; e a Yalorixá Martha Sales.
A Procuradoria destacou a importância da presença nos terreiros como passo significativo para a construção de políticas públicas que considerem a realidade das comunidades:
“O objetivo é garantir que a implementação da política pública seja realizada com a escuta e o reconhecimento das raízes que sustentam essas comunidades.”
A instituição acrescentou que “cada porta aberta é também um caminho para outras. Que essa aproximação siga se espalhando por todas as casas, terreiros e comunidades tradicionais de Sergipe, na diversidade de nações, tradições e histórias que formam o povo de santo em nosso estado”.
A reunião do dia 13 de agosto terá como foco prestar esclarecimentos e abrir espaço para a livre manifestação sobre a regulamentação da Lei Estadual nº 9.404, de 2 de fevereiro de 2024, que instituiu o mês “Abril Verde” e o “Selo Combate ao Racismo Religioso e à Intolerância Religiosa”. A ação integra a instrução do Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas nº 1.35.000.000697/2020-08.
O encontro contará com a presença de representantes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir-SE), da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), do Centro de Pesquisas Jurídicas e de Estratégias Públicas e Privadas Antidiscriminação (Cepeje) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
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