Exercícios físicos diários podem diminuir risco de morte, diz estudo

Jose Costa, 19 de Janeiro, 2023

Também há dicas de nutrição e alimentação

 

O ano de 2023 começou e, como todo início de ano, despertou o desejo pela regularidade no universo fitness. Quem pode lhe ajudar na criação desse hábito é o estudo da Universidade de Sydney, da Austrália, que comprovou as vantagens dos exercícios físicos diários.

 

Detalhes do estudo

Os autores dessa pesquisa identificaram que os momentos curtos e intensos de exercícios inseridos na rotina diária se relacionam com a taxa menor de mortalidade prematura. Essa proposta é inédita e avaliou o impacto da atividade física vigorosa “VILPA”, na sigla em inglês. O artigo está disponível no “Nature Medicine”.

 

Esse experimento foi baseado em atividades de tempos curtos, exemplos: pique-pega e correr atrás de ônibus. Os pesquisadores afirmaram que três a quatro sessões de 60 segundos diários de VILPA fazem parte de 40% de redução na mortalidade por todas as causas, que está presente o câncer, e até 49% sobre os óbitos de doenças cardiovasculares.

 

Conclusões

“Nosso estudo mostra que benefícios semelhantes ao treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) podem ser alcançados por meio do aumento da intensidade de atividades incidentais feitas como parte da vida diária. Quanto mais, melhor”, falou o autor principal, Emmanuel Stamatakis, professor de atividade física, estilo de vida e saúde da população no Centro Charles Perkins da Universidade de Sydney.

 

Emmanuel adiantou na sequência que muitos trabalhos de pesquisa global comprovaram que adultos acima de 40 anos não costumam fazer exercícios físicos com regularidade e reforçou o quão é importante a programação antes do “play”.

 

“Aumentar a intensidade das atividades diárias não requer comprometimento de tempo, preparação, matrícula em academias ou habilidades especiais. Trata-se simplesmente de aumentar o ritmo ao caminhar ou de fazer as tarefas domésticas com um pouco mais de energia”, confirmou.

 

Detalhes

Os rastreadores de pulso do UK Biobank, um amplo banco de dados biomédicos do Reino Unido, auxiliaram nesse trabalho para constatar o movimento de mais de 25 mil pessoas, que disseram que não fazem esportes ou atividades físicas. Essa ajuda definiu que qualquer rastro é como outro qualquer da vida cotidiana. A equipe verificou os dados de saúde dos participantes no tempo de sete anos.

 

Os resultados são que 89% cumpria a VILPA diariamente com a média de seis minutos e cada atividade foi de 45 segundos. Quanto as vantagens para saúde, 11 diárias associaram-se a redução de 65% no risco de morte cardiovascular. E 49% por câncer, comparação de quem não computou exercício não intencional. A mortalidade por essas causas foi 40% e 48% menor, respectivamente, no caso de quatro ou cinco VILPAS.

 

Outro reforço dessa equipe da Universidade de Sydney é que esse estudo foi feito de forma observacional. Isto é, não foi possível estabelecer a relação direta de causa e efeito.

 

“O estudo é observacional. Portanto, sempre há a possibilidade de causar reversa. Ou seja, é possível que pessoas com níveis naturalmente altos de condicionamento físico também exibam outros fatores constitucionais que os protegem de doenças”, observa David Stensel, professor de metabolismo do exercício da Universidade de Loughborough, da Inglaterra, ausente da pesquisa.

 

Entidades oficiais

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou como exercício físico apenas os estruturados (intencionais) até 2020. Houve também a retirada do texto da indicação da necessidade de no mínimo dez sessões acumuladas.

 

Fonte: https://professorjosecosta.blogspot.com/2022/12/caminhada-uma-boa-opcao-de-atividade.html - By Guilherme Faber - Shutterstock

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