CIDADÃO SERGIPANO (I) por Manoel Moacir Costa Macêdo

Manoel Moacir, 04 de Agosto, 2023

 


A atual quadra social não é de elogios e nem reconhecimentos, mas polarização e discórdia. Comemoção, agradeço a aprovação do projeto de “resolução nº 24/2023 que concede o título de Cidadão Sergipano ao engenheiro agrônomo Manoel Moacir Costa Macêdo, aprovado pela unanimidade dos Deputados Estaduais nas Comissões e no plenário” da Casa do Povo de Sergipe. Inesperada generosidade de seu autor, o Exmo. Deputado Luciano Azevedo Pimentel. Homenagem que cabeapenas agradecimentos e louvores.

Cidadão Sergipano, abrange os setenta e cinco municípios do Estado de Sergipe e homenageia cidadãos e cidadãs que atuam na vida das cidades sergipanas e praticaram ou praticam atos de relevante interesse social em favor da população. Com o título de Cidadão Sergipano passo a ser um conterrâneo dos sergipanos, mesmo que aqui não tenha nascido,apesar de parido pelo ventre de uma sergipana, nadivisa gêmea entre os estados da Bahia e Sergipe, em Rio Real, denominação emprestada pelo rio que divide esses dois estados. Lições de gênios, como o filosofo Sócrates, são atuais: “conhece-te a ti mesmo e conhecerá o universo e os deuses”.

​A passagem da vida material à espiritual dos colegas e amigos sergipanos, os engenheiros agrônomos Rosalvo Alexandre e Manoel Hora, são sentidas e reverenciadas nessa homenagem. Ambos foram importantes na minha vinculação com as causas de Sergipe, desde a época de estudante nos anos setenta, na Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia – EAUFBA.

​Não são recentes os vínculos com a sociedade sergipana e a cidade de Aracaju. A primeira visita a Aracaju, ocorreu em 1969, por ocasião dainauguração do Estádio Lourival Batista, o Batistão, passados mais de meio século. Frequentemente, passávamos as nossas férias e visitávamos familiares, amigos e colegas. Jamais declinamos a identidade com o Nordeste, rico e culto, mas desigual. Vivemos em sociedade, dependentes uns dos outros, ainda quede forma assimétrica. Familiares, amigos, colegas e até anônimos estão presentes em nossa existência, numa combinação intrínseca entre corpo e espírito. Como expressa a crença cristã: “todos somos iguais perante Deus e o Sol nasce para todos”.

Partilho a homenagem com a minha esposa Rita de Cássia e a nossa filha Larissa Cristina, referências de uma vida de mais de quatro décadas. Não consigo avaliar a minha existência sem elas encarnadas em corpo e espírito. Divido com os meus familiares, em especial a minha mãe, Maria Macêdo – a Neném, em seus noventa anos, pelo útero acolhedor de uma prole de seis filhos, em ordem decrescente de idade:Manoel Moacir, Maria José, Mario Rubem, Marivaldo Júnior, Márcio Macêdo e Milena Nancy, sendo eu, o primogênito. Ao meu pai Marivaldo Macêdo, a quem devo as linhas basilares da vida, no dizer do poeta “a régua e o compasso”. Não são esquecidos os manos Luiz Paulo Dutra e José Alberto das Virgens (em memória), paridos de outro útero materno, mas de um mesmo merecer espiritual. Fraciono com as cunhadas, cunhados, sobrinhas, sobrinhos, primas, primas, colegas, amigas e amigos. Sem vocês a caminhada não seria a mesma.

Continuam tatuadas na alma, as lições de honestidade e trabalho ensinadas por meus pais e jamais apagadas. Como é difícil viver com retidão e coerência, numa quadra do vale-tudo para conquistarvantagens e prazeres. Apesar dos dissabores, reafirmo esses princípios, como o farol da existência.Atualmente, sou um trabalhador voluntário no movimento espírita, na ‘Radio Real FM’ de Rio Real, Bahia, na ‘Rádio Portal FM 93.1’ de Itabaiana e no ‘Jornal do Dia’ em Sergipe.  

Recorro ao escritor português José Saramago, primeiro Prêmio Nobel de Literatura de nosso idioma, na obra “Ensaio sobre a Cegueira”: “o grande progresso, é o moral, o resto é possuir mais ou menos bens”.

[Resumo do pronunciamento a ser proferido por ocasião da outorga pela Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe do título de Cidadão Sergipano. Projeto de Resolução nº 24/2023 de autoria do deputado estadual Luciano Azevedo Pimentel].

Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro agrônomo e advogado.

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