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Aracaju, Segunda-feira, 22 de junho de 2026
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CBIC rebate fim da escala 6×1 e alerta para crise de produtividade no Brasil

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CBIC rebate fim da escala 6×1 e alerta para crise de produtividade no Brasil

Renato Correia, presidente da CBIC, critica proposta de fim da escala 6x1, afirmando que não resolve problemas de produtividade.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h36
CBIC rebate fim da escala 6×1 e alerta para crise de produtividade no Brasil

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O presidente da CBIC afirma que acabar com a escala 6×1 não resolve o problema. O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade e produz apenas 20% do que os EUA.

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O debate sobre a proposta de fim da escala 6×1, que está em tramitação no Congresso Nacional, se intensificou após o Brasil cair sete posições no ranking mundial de competitividade, conforme dados do IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), declarou que essa medida não é a solução para os problemas de produtividade enfrentados pelo país.

Em entrevista ao CNN Money nesta segunda-feira (22), Correia ressaltou que a produtividade brasileira é apenas 20% da americana. Ele afirmou:

“Com baixa produtividade, a gente deixa de competir no mercado mundial, porque o nosso produto industrializado não tem como concorrer nesse mercado.”

Apesar de reconhecer que o debate é positivo, Correia criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na forma e velocidade propostas, alertando que isso pode aumentar os custos de produção sem garantir ganhos reais de eficiência.

A proposta em questão sugere uma redução da jornada de trabalho em 60 dias, com uma nova redução após um ano. Correia destacou que essa mudança é incompatível com a capacidade do setor de crescer em produtividade, pois

“aumentando os custos de produção, aumenta os preços do nosso consumo, do nosso serviço, e vai aumentar a inflação dificultando a queda de juros.”

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No setor da construção, onde parte da remuneração é variável e atrelada à produção por tarefas, a diminuição da carga horária pode resultar em perdas nos ganhos dos trabalhadores. Correia também trouxe à tona a questão da escassez de mão de obra, afirmando que o setor atualmente emprega pouco mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

A implementação imediata da redução de jornada exigiria cerca de 288 mil trabalhadores adicionais, ou 144 mil em caso de redução parcial de duas horas. Ele explicou que

“essa mão de obra não existe. Nós teríamos que cobrir fazendo horas extras para recompor as horas não trabalhadas em horário normal, o que aumentaria o custo.”

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Frente a esse cenário, Correia sugeriu uma transição gradual de quatro anos, com uma redução de uma hora por ano, para que o setor possa organizar ganhos de produtividade mediante investimentos em maquinário e equipamentos, sem repassar os custos aos preços finais. Ele também mencionou a burocracia como um obstáculo significativo, uma vez que os processos de aprovação de projetos, licenciamentos e ligações de energia e saneamento correspondem a cerca de 12% do custo dos imóveis.

“Há espaço, sim, para a melhoria da burocracia,”

finalizou. Correia ainda alertou que, em um cenário de juros elevados, um aumento estrutural nos custos trabalhistas poderia inviabilizar projetos de investimento privado em infraestrutura, afirmando que

“na medida em que há alta taxa de juros e mais custo de produção elevado, as viabilidades para o investimento privado começam a ser recalculadas.”

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O presidente da CBIC afirma que acabar com a escala 6×1 não resolve o problema. O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade e produz apenas 20% do que os EUA.

O debate sobre a proposta de fim da escala 6×1, que está em tramitação no Congresso Nacional, se intensificou após o Brasil cair sete posições no ranking mundial de competitividade, conforme dados do IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), declarou que essa medida não é a solução para os problemas de produtividade enfrentados pelo país.

Em entrevista ao CNN Money nesta segunda-feira (22), Correia ressaltou que a produtividade brasileira é apenas 20% da americana. Ele afirmou:

“Com baixa produtividade, a gente deixa de competir no mercado mundial, porque o nosso produto industrializado não tem como concorrer nesse mercado.”

Apesar de reconhecer que o debate é positivo, Correia criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na forma e velocidade propostas, alertando que isso pode aumentar os custos de produção sem garantir ganhos reais de eficiência.

A proposta em questão sugere uma redução da jornada de trabalho em 60 dias, com uma nova redução após um ano. Correia destacou que essa mudança é incompatível com a capacidade do setor de crescer em produtividade, pois

“aumentando os custos de produção, aumenta os preços do nosso consumo, do nosso serviço, e vai aumentar a inflação dificultando a queda de juros.”

No setor da construção, onde parte da remuneração é variável e atrelada à produção por tarefas, a diminuição da carga horária pode resultar em perdas nos ganhos dos trabalhadores. Correia também trouxe à tona a questão da escassez de mão de obra, afirmando que o setor atualmente emprega pouco mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

A implementação imediata da redução de jornada exigiria cerca de 288 mil trabalhadores adicionais, ou 144 mil em caso de redução parcial de duas horas. Ele explicou que

“essa mão de obra não existe. Nós teríamos que cobrir fazendo horas extras para recompor as horas não trabalhadas em horário normal, o que aumentaria o custo.”

Frente a esse cenário, Correia sugeriu uma transição gradual de quatro anos, com uma redução de uma hora por ano, para que o setor possa organizar ganhos de produtividade mediante investimentos em maquinário e equipamentos, sem repassar os custos aos preços finais. Ele também mencionou a burocracia como um obstáculo significativo, uma vez que os processos de aprovação de projetos, licenciamentos e ligações de energia e saneamento correspondem a cerca de 12% do custo dos imóveis.

“Há espaço, sim, para a melhoria da burocracia,”

finalizou. Correia ainda alertou que, em um cenário de juros elevados, um aumento estrutural nos custos trabalhistas poderia inviabilizar projetos de investimento privado em infraestrutura, afirmando que

“na medida em que há alta taxa de juros e mais custo de produção elevado, as viabilidades para o investimento privado começam a ser recalculadas.”

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