O consórcio vem se consolidando como uma alternativa viável para os brasileiros que desejam realizar seus objetivos sem depender dos altos juros do crédito tradicional. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que, em 2026, o setor atingiu um recorde com 12,78 milhões de consorciados ativos, marcando um crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior. As vendas de cotas também apresentaram um aumento de 12,9%, totalizando R$ 43,15 bilhões em créditos comercializados.
Apesar da crescente popularidade dessa modalidade, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre seu funcionamento, o que torna essencial compreender esses aspectos para uma decisão mais informada.
Uma das perguntas mais frequentes é se o consórcio tem juros. A resposta é não. Ao contrário do financiamento, o consórcio não envolve a cobrança de juros sobre o valor contratado. Os custos envolvidos são limitados à taxa de administração, ao fundo de reserva (quando previsto em contrato) e a seguros opcionais, se contratados. Isso faz com que o custo total seja, geralmente, mais baixo que o do financiamento tradicional.
Outro ponto importante é que os consórcios são regulamentados pela Lei nº 11.795/2008 e têm fiscalização do Banco Central do Brasil. Com isso, apenas administradoras autorizadas podem operar no mercado, proporcionando mais segurança aos participantes.
Sobre a contemplação, muitas pessoas acreditam que é necessário contar apenas com a sorte. Embora os sorteios sejam uma das formas de ser contemplado, existem alternativas como os lances. Os consorciados podem optar por diferentes modalidades de lances, como lance livre, lance fixo e lance embutido, permitindo que o planejamento financeiro influencie na velocidade da conquista da carta de crédito.
Um aspecto que gera preocupação é a possibilidade de perder dinheiro ao cancelar um consórcio. No entanto, a desistência não necessariamente resulta em prejuízo. A cota cancelada continua a participar das assembleias específicas e, caso seja contemplada, o participante tem direito à devolução dos valores pagos, descontadas as taxas contratuais.
Antes de cancelar, especialistas recomendam avaliar a redução do valor da carta de crédito, negociar condições com a administradora e considerar a venda da cota, quando permitido.
Entre as verdades sobre consórcios, destaca-se que essa modalidade pode representar uma alternativa mais econômica que o financiamento e que existem planos disponíveis para imóveis, veículos, motocicletas e outros objetivos. Além disso, o valor da carta de crédito pode ser reajustado para manter o poder de compra, e é possível utilizar o FGTS em consórcios imobiliários, desde que respeitadas as regras legais.
Por outro lado, é importante desmistificar algumas crenças, como a ideia de que atrasar parcelas não gera consequências, já que o participante inadimplente pode perder o direito a sorteios e lances. Também não é verdade que as parcelas aumentam continuamente; os reajustes costumam ocorrer anualmente, seguindo índices definidos em contrato.
Para contratar um consórcio de forma segura, recomenda-se verificar se a administradora é autorizada pelo Banco Central, ler atentamente o contrato, entender as regras de contemplação e lances, avaliar as parcelas em relação ao orçamento e comparar taxas administrativas entre diferentes administradoras.
Com a digitalização, o processo de contratação em consórcios pode ser feito pelo Super App, permitindo simular condições e escolher a modalidade mais adequada aos objetivos financeiros de cada consumidor.
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