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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Gilmar compara Banco Master à Lava Jato e vota por prisão domiciliar

Economia

Gilmar compara Banco Master à Lava Jato e vota por prisão domiciliar

Gilmar Mendes vota pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro, pai de investigado, ressaltando irregularidades nas investigações.

16/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h43
Gilmar compara Banco Master à Lava Jato e vota por prisão domiciliar

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O ministro Gilmar Mendes criticou a condução das investigações e disse que a PF usa prisões para pressionar delações. Para ele, o caso tem 'desconcertante' semelhança com a Lava Jato.

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O ministro Gilmar Mendes votou nesta terça-feira (16/06/2026) para que Henrique Vorcaro, pai de Felipe Vorcaro, primo do fundador do Banco Master, cumpra prisão domiciliar. Durante a sessão, Mendes destacou que as investigações em curso estão “no rumo errado” e que a Polícia Federal estaria utilizando prisões como forma de pressionar a delação de Daniel Vorcaro.

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) ressaltou que há uma “desconcertante” semelhança entre as investigações do Banco Master e a operação Lava Jato, mencionando “expedientes heterodoxos”. Ele também criticou os vazamentos seletivos de informações privadas que podem influenciar os investigados.

“A colaboração pressupõe que o investigado escolha de forma livre se deseja colaborar. A liberdade se torna comprometida quando a prisão se encontra mantida sem fundamentação idônea”, afirmou Mendes.

Ele observou que a prisão de Daniel Vorcaro em um regime de segurança máxima pode comprometer a integridade das investigações, criando um ambiente de pressão psicológica. Mendes expressou perplexidade diante da decisão de manter o investigado em um regime mais rigoroso, sem justificativas adequadas.

O ministro também comentou sobre os efeitos nocivos da midiatização das investigações, citando “práticas autoritárias” da Lava Jato como exemplo do uso da prisão preventiva para forçar acordos de delação premiada. Mendes lembrou de casos específicos em que o ex-juiz federal Sérgio Moro e membros do Ministério Público Federal (MPF) coordenaram ações para condenar Luiz Inácio Lula da Silva.

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“Esse caso serve como exemplo paradigmático do que se deve evitar em persecução penal”, afirmou o decano.

Gilmar Mendes sustentou que a pressão sobre os investigados para realizar delações contamina o processo. Ele destacou que a busca da Polícia Federal por autoridades políticas “descredibiliza” a colaboração e que, em hipótese alguma, o magistrado deve participar dos acordos de delação.

O ministro também mencionou que o fundador do Banco Master estaria buscando iniciar tratativas para uma delação premiada, enfatizando que um acordo só é válido se o delator demonstrar “espontaneidade” e não for submetido a ameaças.

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Em relação à decisão de prisão de Henrique Vorcaro, Mendes argumentou que ela foi baseada em inferências de conteúdos desconhecidos e que medidas cautelares alternativas seriam suficientes. Ele afirmou que as razões atribuídas a Henrique não são mais graves do que as de outros investigados, como diversos executivos do Banco Master.

“Tal situação destoa da isonomia e proporcionalidade e recomenda a substituição da prisão de Henrique Moura Vorcaro por prisão domiciliar”, declarou Mendes.

Além disso, Mendes criticou a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo das investigações. Para ele, os documentos produzidos pela Polícia Federal há mais de dez dias deveriam ter sido disponibilizados com antecedência para a defesa. O decano reiterou que suas observações visavam garantir a integridade do processo investigatório.

Por fim, Mendes considerou que não havia fundamento para a manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, destacando que a representação da PF ainda persiste na prisão com a finalidade de pressionar Daniel Vorcaro.

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O ministro Gilmar Mendes criticou a condução das investigações e disse que a PF usa prisões para pressionar delações. Para ele, o caso tem 'desconcertante' semelhança com a Lava Jato.

O ministro Gilmar Mendes votou nesta terça-feira (16/06/2026) para que Henrique Vorcaro, pai de Felipe Vorcaro, primo do fundador do Banco Master, cumpra prisão domiciliar. Durante a sessão, Mendes destacou que as investigações em curso estão “no rumo errado” e que a Polícia Federal estaria utilizando prisões como forma de pressionar a delação de Daniel Vorcaro.

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) ressaltou que há uma “desconcertante” semelhança entre as investigações do Banco Master e a operação Lava Jato, mencionando “expedientes heterodoxos”. Ele também criticou os vazamentos seletivos de informações privadas que podem influenciar os investigados.

“A colaboração pressupõe que o investigado escolha de forma livre se deseja colaborar. A liberdade se torna comprometida quando a prisão se encontra mantida sem fundamentação idônea”, afirmou Mendes.

Ele observou que a prisão de Daniel Vorcaro em um regime de segurança máxima pode comprometer a integridade das investigações, criando um ambiente de pressão psicológica. Mendes expressou perplexidade diante da decisão de manter o investigado em um regime mais rigoroso, sem justificativas adequadas.

O ministro também comentou sobre os efeitos nocivos da midiatização das investigações, citando “práticas autoritárias” da Lava Jato como exemplo do uso da prisão preventiva para forçar acordos de delação premiada. Mendes lembrou de casos específicos em que o ex-juiz federal Sérgio Moro e membros do Ministério Público Federal (MPF) coordenaram ações para condenar Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse caso serve como exemplo paradigmático do que se deve evitar em persecução penal”, afirmou o decano.

Gilmar Mendes sustentou que a pressão sobre os investigados para realizar delações contamina o processo. Ele destacou que a busca da Polícia Federal por autoridades políticas “descredibiliza” a colaboração e que, em hipótese alguma, o magistrado deve participar dos acordos de delação.

O ministro também mencionou que o fundador do Banco Master estaria buscando iniciar tratativas para uma delação premiada, enfatizando que um acordo só é válido se o delator demonstrar “espontaneidade” e não for submetido a ameaças.

Em relação à decisão de prisão de Henrique Vorcaro, Mendes argumentou que ela foi baseada em inferências de conteúdos desconhecidos e que medidas cautelares alternativas seriam suficientes. Ele afirmou que as razões atribuídas a Henrique não são mais graves do que as de outros investigados, como diversos executivos do Banco Master.

“Tal situação destoa da isonomia e proporcionalidade e recomenda a substituição da prisão de Henrique Moura Vorcaro por prisão domiciliar”, declarou Mendes.

Além disso, Mendes criticou a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo das investigações. Para ele, os documentos produzidos pela Polícia Federal há mais de dez dias deveriam ter sido disponibilizados com antecedência para a defesa. O decano reiterou que suas observações visavam garantir a integridade do processo investigatório.

Por fim, Mendes considerou que não havia fundamento para a manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, destacando que a representação da PF ainda persiste na prisão com a finalidade de pressionar Daniel Vorcaro.

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