Mercados europeus fecharam em alta nesta segunda (22) com alívio geopolítico após avanços nas negociações entre Washington e Teerã. No Reino Unido, a renúncia do premiê Keir Starmer agitou o cenário político.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (22), em uma sessão marcada por fatores geopolíticos e políticos que influenciaram o mercado. Os investidores acompanharam de perto as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que ajudaram a aliviar os temores relacionados a possíveis interrupções no fornecimento de energia. Além disso, a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, manteve o cenário político do Reino Unido em destaque nas atenções dos mercados.
Em Londres, o índice FTSE 100 conseguiu se sustentar, mesmo diante da saída do premiê, e fechou em alta de 0,72%, a 10.437,85 pontos. O DAX de Frankfurt também registrou valorização, subindo 0,66%, a 25.151,48 pontos. Em Paris, o CAC 40, no entanto, apresentou uma leve queda de 0,25%, fechando a 8.400,11 pontos. Por outro lado, o FTSE MIB em Milão recuou 0,10%, a 52.796,78 pontos, enquanto o Ibex 35 de Madri subiu 1,09%, encerrando a 19.558,60 pontos. O PSI 20 em Lisboa ganhou 0,72%, terminando a 9.168,22 pontos. Vale destacar que as cotações apresentadas são preliminares.
O mercado reagiu positivamente aos sinais de progresso nas conversas entre Washington e Teerã, mesmo que ainda existam informações desencontradas em relação às negociações. Analistas do Deutsche Bank alertaram que o caminho para uma solução duradoura continua sendo frágil. Por sua vez, o ING avaliou que a recuperação sustentada dos fluxos de petróleo e gás do Golfo Pérsico deve ser o principal fator a impactar os mercados.
No aspecto político, a renúncia de Starmer abriu espaço para a provável ascensão de Andy Burnham ao comando do governo britânico. Essa transição política seguirá sob o olhar atento dos investidores nas próximas semanas, o que pode gerar novas movimentações no mercado.
Paralelamente, a Alemanha anunciou planos para adquirir uma participação de 40% na fabricante de defesa KNDS, em uma ação coordenada com a França. Essa estratégia visa reforçar os esforços europeus para ampliar a capacidade militar e industrial do continente. Entretanto, o setor de defesa apresentou uma leve queda de cerca de 0,4%.
Entre as ações que se destacaram, a easyJet teve uma alta de cerca de 3% após rejeitar uma terceira proposta de aquisição da gestora americana Castlelake. Por outro lado, a Babcock International em Londres recuou cerca de 6%, após anunciar um programa de recompra de ações no valor de 200 milhões de libras.
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