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Aracaju, Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Plano Safra 2026/27: Juros devem continuar altos devido a restrições orçamentárias

Economia

Plano Safra 2026/27: Juros devem continuar altos devido a restrições orçamentárias

Análise aponta que juros do Plano Safra 2026/27 devem continuar altos, dificultando financiamento.

29/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h53
Plano Safra 2026/27: Juros devem continuar altos devido a restrições orçamentárias

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Com o anúncio do Plano Safra 2026/27 previsto para esta terça-feira (30), o analista da LEK Consulting, Eric Emiliano, destacou que as taxas de juros do programa devem permanecer elevadas em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores rurais. Emiliano enfatizou que o setor necessita de condições de financiamento mais favoráveis, mas as limitações orçamentárias do governo dificultam uma redução significativa nas taxas.

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“A gente precisaria de mais. O produtor não está conseguindo pagar as contas das safras passadas, está muito endividado. A taxa de juros ainda está muito alta. Mas, com todas as limitações que a gente tem de orçamento do governo, dificilmente a gente vai conseguir passar desse número”, afirmou Emiliano em entrevista.

O analista também observou que a inadimplência, que historicamente era de 3%, ultrapassou 15% em alguns bancos, chegando perto de 20% da carteira. Diante deste cenário desafiador, a cadeia do agronegócio deverá continuar buscando outras fontes de financiamento além do crédito oficial.

Emiliano ressaltou que, apesar da importância do Plano Safra no financiamento da produção agropecuária, ele já não é suficiente para atender todas as necessidades do setor. Assim, bancos, cooperativas, tradings e o mercado de capitais têm ampliado sua participação na oferta de crédito rural.

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“A gente vê cada vez mais a participação de bancos, de outros agentes da cadeia, como mercado de capitais, tradings e cooperativas, ganhando espaço para auxiliar o produtor. O próprio Plano Safra, ainda com crescimento, não entrega tudo que o agro precisa”, disse.

O aumento da demanda por financiamento tem impulsionado o desenvolvimento de instrumentos privados de crédito, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) e as Cédulas de Produto Rural (CPRs). Emiliano mencionou que, mesmo com o crescimento do Plano Safra acima da inflação, ainda está aquém das necessidades do setor agrícola, o que justifica o aumento do uso dessas alternativas de financiamento.

Além disso, o analista destacou o crescimento das cooperativas no financiamento da atividade rural. Segundo estimativas da LEK Consulting, a participação dessas organizações no PIB do agronegócio subiu de cerca de 8% para 15% nas últimas cinco ou seis safras. Emiliano atribuiu esse avanço à proximidade das cooperativas com os produtores e à sua capacidade de resposta rápida em momentos de crise.

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Em relação ao aumento da participação de recursos destinados ao custeio em detrimento dos investimentos, o analista classificou essa tendência como um “sinal amarelo”. Ele alertou que a diminuição do espaço para investimentos pode comprometer o planejamento de longo prazo do setor.

“O investimento não é anual, tem investimento para ter retorno a longo prazo. Quando a gente não olha o plurianual, acabamos perdendo essa visão de longo prazo e o investimento perdendo bastante participação ao longo do tempo”, concluiu.

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Com o anúncio do Plano Safra 2026/27 previsto para esta terça-feira (30), o analista da LEK Consulting, Eric Emiliano, destacou que as taxas de juros do programa devem permanecer elevadas em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores rurais. Emiliano enfatizou que o setor necessita de condições de financiamento mais favoráveis, mas as limitações orçamentárias do governo dificultam uma redução significativa nas taxas.

“A gente precisaria de mais. O produtor não está conseguindo pagar as contas das safras passadas, está muito endividado. A taxa de juros ainda está muito alta. Mas, com todas as limitações que a gente tem de orçamento do governo, dificilmente a gente vai conseguir passar desse número”, afirmou Emiliano em entrevista.

O analista também observou que a inadimplência, que historicamente era de 3%, ultrapassou 15% em alguns bancos, chegando perto de 20% da carteira. Diante deste cenário desafiador, a cadeia do agronegócio deverá continuar buscando outras fontes de financiamento além do crédito oficial.

Emiliano ressaltou que, apesar da importância do Plano Safra no financiamento da produção agropecuária, ele já não é suficiente para atender todas as necessidades do setor. Assim, bancos, cooperativas, tradings e o mercado de capitais têm ampliado sua participação na oferta de crédito rural.

“A gente vê cada vez mais a participação de bancos, de outros agentes da cadeia, como mercado de capitais, tradings e cooperativas, ganhando espaço para auxiliar o produtor. O próprio Plano Safra, ainda com crescimento, não entrega tudo que o agro precisa”, disse.

O aumento da demanda por financiamento tem impulsionado o desenvolvimento de instrumentos privados de crédito, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) e as Cédulas de Produto Rural (CPRs). Emiliano mencionou que, mesmo com o crescimento do Plano Safra acima da inflação, ainda está aquém das necessidades do setor agrícola, o que justifica o aumento do uso dessas alternativas de financiamento.

Além disso, o analista destacou o crescimento das cooperativas no financiamento da atividade rural. Segundo estimativas da LEK Consulting, a participação dessas organizações no PIB do agronegócio subiu de cerca de 8% para 15% nas últimas cinco ou seis safras. Emiliano atribuiu esse avanço à proximidade das cooperativas com os produtores e à sua capacidade de resposta rápida em momentos de crise.

Em relação ao aumento da participação de recursos destinados ao custeio em detrimento dos investimentos, o analista classificou essa tendência como um “sinal amarelo”. Ele alertou que a diminuição do espaço para investimentos pode comprometer o planejamento de longo prazo do setor.

“O investimento não é anual, tem investimento para ter retorno a longo prazo. Quando a gente não olha o plurianual, acabamos perdendo essa visão de longo prazo e o investimento perdendo bastante participação ao longo do tempo”, concluiu.

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