Pela primeira vez, mais da metade dos pretos e pardos com 25 anos ou mais terminou o ensino médio. Avanço histórico ainda convive com desigualdade em relação à população branca.
A proporção de pretos e pardos com 25 anos ou mais que concluíram o ensino médio atingiu 51,3% pela primeira vez, segundo dados da Pnad Contínua, realizada pelo IBGE e divulgada nesta sexta-feira (19).
Em 2024, o índice de conclusão do ciclo educacional básico para esse grupo étnico era de 49,7%, mostrando um avanço significativo. Este aumento destaca a importância de políticas públicas voltadas para a educação e inclusão social, que visam reduzir as desigualdades educacionais.
No entanto, ao comparar os dados com a população branca, a diferença ainda é notável. A taxa de concluintes entre brancos é de 64,9%, evidenciando que ainda há um caminho a percorrer para alcançar uma igualdade plena no acesso à educação.
O IBGE também informou que, em 2025, a taxa da população de 25 anos ou mais que completou a educação básica obrigatória subiu para 57,4%. Esses números refletem um progresso contínuo no cenário educacional brasileiro.
Além disso, a taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, representando 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Essa é a primeira vez que esse indicador fica abaixo de 5% desde o início da série histórica, que começou em 2016. O avanço na educação é um reflexo de esforços conjuntos para melhorar a qualidade de ensino e possibilitar um futuro melhor para as novas gerações.
Esses dados são um indicativo de que as políticas públicas de educação estão surtindo efeito e contribuindo para a redução das desigualdades sociais.
O crescimento da frequência escolar entre as crianças, conforme apontado pelo IBGE, também é um sinal positivo, mostrando que as novas gerações estão tendo mais acesso à educação.

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