A REINVENÇÃO DOS SINDICATOS É URGENTE!!

Gabriel Gomes, 02 de Maio, 2023



 

Desde que acompanho política mais de perto, lá em meados dos anos 2000, sempre fui um crítico atroz da atuação dos sindicatos aqui em Sergipe, principalmente dos maiores e mais barulhentos, e, em especial, ao que representa hoje a classe em que estou inserido: a dos professores.

Não sei se por coincidência, mas as lutas sindicais ficam mais evidentes em início de ano, quando entes federativos começam a enviar propostas de reajustes salariais para as mais variadas categorias, umas aceitam caladinhas, o velho cala-boca, pois não tem a força dos grandes sindicatos e/ou não têm o poder da barganha, como os aposentados e pensionistas, outras aceitam fazendo “biquinho”, mas aceitam.

Sempre discuto com colegas professores sobre a atuação dos vários sindicatos e a cada ano que passa fica evidente o que costumo afirmar entre nossas valorosas conversas - governo nenhum cede a pressão de sindicato, governo FINGE que cede, a fim de fazer um futuro movimento arrefecer e assim dar um ‘fatality’ no servidor, tem sido assim há anos.

Antes de entrar na rede estadual não podiam me criticar da forma como hoje o fazem, mas de 2014 para cá, como tenho posições políticas diferentes da maioria da classe, sempre fui taxado de “furador de greve” (coisa que nunca fiz), ou que estou à serviço de determinado governo ou até mesmo que sou contra ao trabalhador. Na verdade, vejo isso como simplesmente incompreensão por parte daqueles que não querem entender o básico, não participo porque não me vejo ali representado, simples assim.

Tenho minhas ressalvas a sindicatos por n motivos, uma delas é a participação de alguns em campanhas eleitorais praticamente orientando votos, senão de forma direta, mas com certeza com sua representatividade, no entanto, solidarizo-me com todos os professores por ter recebido, na semana passada, um balde de água fria do @governador Fábio Mitidieri enviando essa proposta criminosa de reajuste de 2,5% para Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe.

Enquanto os sindicatos forem meros braços políticos de partidos de esquerda e mesmo que isso reflita o posicionamento da maioria da categoria, e não fizerem apenas o trabalho de defender sua classe, a única coisa que conseguirão, além de antipatia da população em geral, é afastar outros servidores que também queiram lutar pela melhoria de condições de trabalho, mas se sentem intimidados em fazê-lo, pois, podem ser hostilizados e perseguidos de diversas formas. Infelizmente, em Sergipe, ou os sindicatos mudam sua forma de atuar, reinventam-se, ou continuaremos com gatos pingados nos atos e nenhuma melhoria.

(Gabriel Gomes, professor das redes estaduais de Sergipe e Alagoas desde 2014)

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