ENCONTRO DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DA ESCOLA DE AGRONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Manoel Moacir Costa Macêdo; Gutemberg Armando Diniz Guerra e Renato Brasileiro Júnior

Manoel Moacir, 17 de Novembro, 2022 - Atualizado em 17 de Novembro, 2022

 


De 18 a 20 de novembro corrente, a bela e bucólica Aracaju, Capital dos sergipanos, abraça o “Encontro dos Engenheiros Agrônomos de 1973 e Contemporâneos da Centenária Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia - EAUFBA”. Colegas e amigos em contínua amizade e bem viver.

Encontro no sol tropical, no mar morno e moreno, no sabor único do caranguejo, do aratu e da feijoada sergipana. Aqui alberga a história da quarta cidade mais antiga do Brasil, onde passou a Santa Dulce dos Pobres, da gruta árida onde tombou Lampião e com ele o cangaço. Encontro dos registros do tempo rural e atrasado de meio século passado. Encontro de reflexões sobre o que éramos e o que somos. Encontro de diferenças e diversidades. Encontro escrito por dezenas de mãos na “Traje(his)tórias” de desejos, desafios e vitórias em décadas de vivências. Encontro de louvores às trajetórias interrompidas.

Encontro marcado e prolongado desde os iniciais anos da década de setenta, de um Brasil ufanista e restritivo. Estávamos no campusuniversitário dos tabuleiros de Cruz das Almas, no recôncavo baiano. Aquele modo próprio de viver grudou no corpo e espírito com ilusões, conquistas e sobrevivência. Apuramos a vivência coletiva e colhemos as competências da agronomia para os desafios que esperavam adiante. O tempo mostrou em sua inexorável essência a máxima com o vocabulário agronômico: “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Na quadra de quase cinco décadas, superamos encantos e desencantos, gastamos juventude, adestramos volúpias, mostramos coragem e resistência. Testados em arenas abertas e extemporâneas. Não constavam nos currículos acadêmicos e na agenda social a problemática ambiental, a alimentação saudável, a revolucionária biotecnologia, a desigualdade, as relações íntimas entre saúde humana, vegetal e animal, entre outras transformações que abalaram mentes, corações e influenciaram convicções.

Afloraram dificuldades pelas transformações oriundas de uma realidade material onde inexistia a internet, a computação estava engatinhando, o meio ambiente era tema de aloprados e românticos, os audiovisuais eram precários, os telefones eram fixos e a cabo. O Facebook, Youtube, Instagram, WhatsApp e Tik Tok, eram ficções e utopias. O mundo parecia lento e imutável. Os aniversários de seus reencarnes não alcançaram metade da idade de nossas trajetórias.

Experiência sim, e não apenas os anos quantificados nas labutas na pesquisa, na extensão, no ensino, no empreendedorismo e na arte, enfim em múltiplas competências de criaturas encontradas em 1973, submersas no mundo real e jamais dispersas, independente da distância, caminhos, ideologias e propósitos. Uma síntese dialética da vida. Aqui em Aracaju estão engenheiros agrônomos atuantes no Pará, Maranhão, Piauí, Distrito Federal, Bahia e Sergipe. Presentes entre tantos: Alemão, Arício, Barrão, Cebolinha, Clarice, Emmanuel, Kikika, Rosa, Soneca e Vanderlã, representantes de uma centena de colegas e familiares.

Revisitar o passado e prospectar o futuro, ambos aportados no presente, embora cultuamos o agora como o único sentido do Encontro. Não importa se chegamos sozinhos ou acompanhados, abastados ou remediados, retirados ou ativos, de carro ou de avião, públicos ou privados, o fundamental é a presença como proprietários do destino e da celebração do bem mais valioso da existência: a vida. Saravá, axé e até o próximo encontro.

 

Manoel Moacir Costa Macêdo; Gutemberg Armando Diniz Guerra e Renato Brasileiro Júnior, são engenheiros agrônomos.

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