PETRÓLEO, GÁS E FERTILIZANTES EM SERGIPE (II)*

Antônio R. Santos; Edmilson Araújo; Eugênio Dezen; Fernando Fontes; Genival Nunes; Jorge Santana; José T. de Miranda; Manoel Moacir Macêdo; Marcelo Barreto; Rosildo Silva; Sérgio Santos e Sérgio de Araújo**

Manoel Moacir, 08 de Setembro, 2023 - Atualizado em 08 de Setembro, 2023

 


Nos últimos anos, os índices de crescimento deSergipe estagnaram. Os setores que mais retraíram foram indústria, agropecuária e serviços.Consequências advindas do baixo crescimento do País, do desinvestimento e da desarticulação da cadeia em torno da Petrobrás no Estado de Sergipe.

Expandir as cadeias produtivas de petróleo, gáse fertilizantes de forma sustentável é o que se propõenessa proposta. Para tanto, são sugeridas às seguintes ações:

 

1. Priorizar o processo de contratação dos dois FPSOs (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência) do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), cujo edital foi publicado em abril do ano em curso, com a entrega de propostas prevista para outubro do presente ano. Alternativamente, visando antecipar a produção de petróleo e gás, avaliar a viabilidade de transferência de FPSOs de baixa produção de outros campos para os campos de SEAP (Sergipe Águas Profundas). 2. Garantir a implantação do gasoduto de transporte do gás natural dos FPSOs de águas profundas para terra, cujo projeto está incluído no Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. 3. Assegurar a implantação de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), caso seja necessária, uma vez que tal tratamento pode ocorrer nos FPSOs. 4.Garantir a implantação de duas novas unidades de fertilizantes nitrogenados em Sergipe, com capacidade de produção de 1,18 milhão de toneladas/ano de ureia e demandando 2,4 milhões de m3/dia de gás natural, cada unidade. 5. Reavaliar o contrato de arrendamento para a exploração de reservas de Carnalita, celebrado entre a Petrobras e a Companhia Vale do Rio Doce S.A. (CVRD),posteriormente cedido à multinacional MosaicFertilizantes detentora do Complexo Mineroquímico de Taquari-Vassouras, em Rosário do Catete, Sergipe, visando retomar a implantação de unidade de produção do fertilizante Cloreto de Potássio, onde os estudos ambientais estão liberados e os deviabilidade econômica comprovados, com capacidade de 1.200.000 toneladas/ano e que demandará 1 milhão de m3/dia de gás natural;. 6. Reabrir as instalações prediais da antiga sede da Unidade de Operações de Exploração e Produção de Sergipe e Alagoas - UO-SEAL, como base administrativa dos projetos e operações da Petrobras em Sergipe e entorno. Adicionalmente, avaliar a implantação de um centro de formação profissional para a área de óleo e gás. 7. Ampliar a parceria entre o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES) e o Núcleo Regional de Competências em Petróleo, Gás e Biocombustíveis de Sergipe (NUPEG) da Universidade Federal de Sergipe - UFS, implantado em parceria com a Petrobras e inaugurado em 2014. Pesquisadores do NUPEG têm projetos nas áreas de geologia, microestruturas, corrosão e nanotecnologia, monitoramento ambiental, biocombustíveis e hidrocarbonetos renováveis, análises cromatográficas e petroleômica.

Diagnóstico elaborado. Soluções propostas. Decisão política aguardada. O esperado é o aquecimento da economia sergipana e a inserção doEstado de Sergipe nos projetos de desenvolvimentonacional, principalmente no adensamento das cadeias produtivas nacionais estratégicas, como a do petróleo, gás natural e fertilizantes. O tempo é agora. Alento às sergipanas e sergipanos na perspectiva deemprego, renda e bem-estar.

*Versão resumida da proposta do Plano de Governo do PT de Sergipe às eleições de 2022 e da Carta de Sergipe entregue ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

 

** Colaboradores do Plano de Governo do PT às eleições de 2022 e da Carta de Sergipe.

 

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