TRIBUTO AOS IDOSOS

Por Jerônimo Peixoto

Jerônimo Nunes Peixoto, 26 de Julho, 2022 - Atualizado em 26 de Julho, 2022

TRIBUTO AOS IDOSOS

Celebramos, no dia 26 de julho, os avós, numa alusão evidente aos avós de Jesus, Joaquim e Ana, pais de Maria de Nazaré. Por causa da festa religiosa, passou-se a comemorar o dia dos idosos e, por conseguinte, o dia dos idosos. Celebra significa tornar célebre, memorável, inesquecível, sobretudo quando o motivo da celebração é agradável, prenhe de sentido para a comunidade humana.

Os idosos, na atualidade, apesar de significativos avanços, no que tange à aposentadoria e a outas conquistas, ainda têm muito a reivindicar, sobretudo no atinente à posição por eles ocupadas na família. É que, não poucas vezes, encontram-se idosos no último e mais insalubre cômodo da casa, num ambiente pouco ventilado, sem luz, sem qualquer conforto. Ainda, muitas famílias mantêm seus idosos em casa, porque a aposentadoria acaba sendo a fonte mantenedora de jovens que não trabalham, não têm renda, mas têm o celular de última geração, ou têm o suficiente para a manutenção do vício da bebida ou de outras realidades mais nocivas.

Seja como for, cabe às famílias, bem assim à sociedade em geral, um trato digno, solidário e reverente à pessoa de nossos idosos. Eles foram, num passado próximo, nossos agentes sociais. Escreveram sua história, na página de nossa existência, com a marca do suor e do sangue, de forma que tudo o que hoje encontramos feito é fruto de sua garra, determinação e à custa de muito sofrimento. Se a tecnologia nos permite encurtar distâncias, mergulhar no mundo virtual, para transferir cifras, emitir quitações, propor produtos novos e auferir significáveis lucros, mister se faz que a mesma tecnologia seja empregada para a maior satisfação das necessidades de todos, mormente dos idosos.

Um país que se preza não pode abandonar, como se descartáveis, as pessoas que o ajudaram a construir, com o digno Trabalho, com a presteza de ideias novas, com a pujança de sua força juvenil, com a seriedade de quem foi detentor do autêntico patriotismo, aquele destituído de qualquer viés politiqueiro, de qualquer ideologia ultrapassada, importada do fascismo. Um país sério não expõe seus idosos ao ridículo de filas intermináveis, nos hospitais e laboratórios, nas repartições públicas, ou na busca interminável de um amparo social.

Quem tem seriedade cuida, protege e reconhece os grandes feitos de homens e mulheres que derramaram parte de si para educar, edificar a família, erguer a sociedade e erigir os bons costumes. Se somos alguém é devido aos que vieram antes de nós e nos assistiram com o que foi possível, cientes de estarem nos entregando um mundo bem melhor do que o que receberam de seus ancestrais.

Apesar de ter perdido tanto tempo, chegou a hora de cuidar da restauração da dignidade de nossos idosos. Nossos avós, tios e tias, todos os que conhecemos e os que desconhecemos... todos têm uma considerável parcela no edifício social que somos, na atualidade. Por isso, merecem nosso apreço constante, nosso reconhecimento sincero e nossa gratidão incomensurável. É preciso não apenas oferecer os primeiros lugares, eliminar-lhes as filas, retirar-lhes os obstáculos... é preciso amar nossos idosos, como a nossos avós, como a nossos pais, uma vez que pisamos num chão cujo fundamento se encontram em suas veias e sem seus poros, no pulsar de seus corações generosos e robustos.

Respeitemos, por princípio básico, nossos idosos! Eles têm a nos dizer, a nos ensinar e a nos guiar. Suas vidas não foram ensaios, mas fortalezas edificadas sobre a rocha, fonte de ternura e de afeto. Não sejamos ingratos. Em cada idoso repousa um ser que iniciou, muito antes de nós, uma trajetória de amor, de sacrifícios, de vontade de transformar a sociedade, de fazer do existir um lugar aprazível, um éden constante para os seus, que somos todos nós. Vivam os nosso idosos.

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