ELEIÇÃO PARA O CONSELHO TUTELAR

Por Jerônimo Peixoto

Jerônimo Nunes Peixoto, 25 de Setembro, 2023 - Atualizado em 25 de Setembro, 2023

ELEIÇÃO PARA O CONSELHOS TURELAR

                No Próximo domingo, o primeiro de outubro, dar-se-á, em todo o território nacional, a eleição para a escolha dos conselheiros tutelares, para o próximo quadriênio. Por não ser obrigatório à população o voto para conselheiro tutelar, essa eleição foge ao conhecimento da maioria das cidadãs ou dos cidadãos.  Muita gente ainda não sabe o que seja o conselho tutelar no Município. Muita gente sequer sabe do processo eleitoral.

                Seria de bom alvitre, assim como ocorre quando da campanha eleitoral para os municípios, para os estados e para o país, haver maior divulgação dessa eleição, com entrevistas aos candidatos, a fim de que a população passasse a conhecer os candidatos ao cargo de Conselheiro(a) Tutelar, pois quem for eleito (ao menos cinco pessoas) deverá atuar em benefício da dignidade das crianças e dos adolescentes, uma tarefa árdua, difícil, complicada, pela atual situação das famílias. Eleger bem o(a)s Conselheiro(a)s Tutelares é tão importante quanto eleger bem os vereadores e vereadoras, o prefeito ou a prefeita do município, pois são eles quem vai comandar as ações em prol das crianças e dos adolescentes, assegurando-lhes o total e irrestrito cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

                Não se podem eleger candidatas ou candidatos apenas por coleguismo, por interesse familiar, por ser agente de propagando eleitoral dessa ou daquela autoridade, seja no Legislativo, seja no Executivo do Município. Trata-se, antes de mais, de uma escolha ética, comprometida com os assuntos atinentes às crianças e à adolescência. Não se refere apenas às crianças em situação de miséria, em bolsões de pobreza, em situação de risco... Essas merecem uma atenção maior, porque já lhes falta tudo. Mas, é muito mais! 

                O Conselho Tutelar tem atribuições de fundamental importância para todas as crianças, sobretudo para as que têm seus pais separados, ou falecidos... Crianças que são vítimas de abusos sexuais, de exploração de qualquer espécie. E isso não ocorre apenas nas periferias da sociedade, não! Na verdade, uma das atribuições do Conselho é a de zelar para que sejam evitados esses fatos, com medidas que chegam até a estabelecer o afastamento da criança do seio da família, quando esta já não oferece mais qualquer condição de gerir os cuidados essenciais.

                Por isso, a eleição para Conselheiro(a)s Tutelares é algo de muito sério... vai além daquelas pessoas envolvidas partidariamente com autoridades. Também, não guarda respeito apenas com uma espécie de trampolim para se chegar à câmara de Vereadores, ou a outro cargo eletivo. É preciso que os candidatos e as candidatas sejam pessoas de boa reputação, aptas a exercerem o papel de tutelar a adolescência e a infância, tão conturbadas e tão ultrajadas, nestes tempos. Para isso é preciso carisma, conhecimento do assunto, aptidão para o enfrentamento das diversas situações que complicam a faixa etária da infância e da adolescência.

                Quando um município tem uma equipe de Conselheiro(a)s escolhida a dedo, pela capacidade e competência, e não simplesmente pelo emprego ou pela liderança político partidária que se exerce nas comunidades, o resultado é de grandes benfeitorias e de grandes melhorias para as crianças.

                Vamos eleger bem as pessoas que integrarão os conselhos tutelares de nossos municípios. Eles são de grande importância para o bem estar-social e afetivo das crianças e da adolescência. Mais política e menos politicagem!

                                               Jerônimo Peixoto

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