GRATIDÃO SERRANA

José de Almeida Bispo, 04 de Agosto, 2023 - Atualizado em 04 de Agosto, 2023

Domingo, 6 deste agosto, Itabaiana se mobilizará para agradecer a Santa Dulce.
A escolha dela por nossas serras, onde intercedeu pela graça do Altíssimo, aqui realizando o primeiro milagre não há nada que se compare. Milagre aquele, que levou a Santa Sé a iniciar seu reconhecimento, muito além do grande milagre que foi sua vida profícua entre nós, em geral, no socorro aos mais necessitados.
Temos mais é que agradecer; e a caminhada até a sua Ermida nos contrafortes da serra de Itabaiana, povoado Gandu II, vizinho ao Parque dos Falcões será mais um gesto singelo em prol desse sentimento de gratidão, o mais alto sentimento de um ser humano; porque expressão completa de completo amor.
A princípio pareceu que a cidade não iria reagir. Talvez ainda estupefata pelo ocorrido numa tensa e angustiante madrugada, pode-se afirmar, desesperada; ao menos em relação à vida então em jogo, depois de baldados todos os recursos médicos e volumosa habilidade e experiência do zeloso técnico, e de repente... orações foram ouvidas.
Ainda soa estranho; fantástico. Um sonho.
Mas em 2019, tão logo confirmou-se a canonização, propiciada pela confirmação, e desta feita por um segundo milagre ocorrido na Bahia, a Associação de Peregrinos de Sergipe planejou mais um caminho de peregrinação no Brasil: o Caminho de Santa Dulce. De Itabaiana, terra do primeiro milagre até o Santuário soteropolitano de Santa Dulce.
Infelizmente, em março de 2020, veio a pandemia, travando tudo. Porém, enquanto isso, agentes locais maturavam a ideia e arregaçavam as mangas, construindo estátuas, como a monumental na Casa Santa Dulce, no Bairro São Cristóvão, instalada ali no dia 7 de outubro do mesmo 2020, em plena pandemia.
Do lado da Associação Sergipana de Peregrinos, seu presidente, Anselmo Rocha, não descansou na pandemia; estruturando o Caminho idealizado, que trouxe, no último mês de junho, a primeira turma de peregrinos, numa viagem maravilhosa, à beira-mar, e visitando todos os pontos referenciais da Santa, em Sergipe e na Bahia.
Essa caminhada de domingo, pois, coroa de sucesso todo um trabalho conjunto, que vem sendo realizado desde fins 13 de outubro de 2019, quando a Santa Sé reconheceu oficialmente Santa Dulce dos Pobres. E, como dito, é um singelo agradecimento pela graça alcançada pela miraculada Cláudia; na Maternidade São José; aquela que também foi um ponto de viragem desde 1960, de uma cidade em que, até então o que não faltava era filho órfão de mãe; morta em algum parto complicado - coisa quase impossível de ocorrer em nossos dias.
O cortejo sairá da Maternidade São José, às cinco da manhã, devendo chegar à singela capela de Santa Terezinha, no povoado Serra, por volta das seis e mais; e daí tirar os restantes cinco quilômetros até as sete a sete e trinta, então chegando à Ermida, que fica próxima ao portão do Parque dos Falcões.
O retorno, para a maioria, deve ser pelos 2,5 quilômetros da estrada de acesso ao Parque, a partir da BR-235, no início do povoado Gandu II, junto à capela de São Francisco, com vista para o Rio das Pedras II (o dos quebra molas e pardal).

Uma boa peregrinação a todos.

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