Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 2 de julho de 2026
Pular para o conteúdo

Tesouro projeta dificuldades para governo cumprir meta fiscal até 2030

Economia

Tesouro projeta dificuldades para governo cumprir meta fiscal até 2030

Tesouro Nacional prevê dificuldades para governo cumprir meta fiscal até 2030.

02/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h29
Tesouro projeta dificuldades para governo cumprir meta fiscal até 2030

Publicidade

O Tesouro Nacional estima que o governo federal enfrentará desafios significativos para equilibrar suas contas nos próximos anos. De acordo com o Relatório de Projeções Fiscais, divulgado na terça-feira (30 de junho de 2026), o resultado primário planejado para o período de 2028 a 2030 não deverá ser alcançado.

Publicidade

Publicidade

A projeção indica que, entre 2026 e 2027, o governo ficará dentro da banda de tolerância fiscal, mas abaixo do centro da meta. Isso sugere que, sem a adoção de medidas adicionais, como cortes de gastos ou aumento na arrecadação, o governo não conseguirá atingir o patamar de segurança fiscal previamente estabelecido.

“Os resultados mostram melhora gradual do resultado primário ao longo do horizonte, mas ainda insuficiente para assegurar o cumprimento da trajetória de metas em parte relevante do período”, afirma o relatório.

O resultado primário é crucial, pois reflete a diferença entre as receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública, evidenciando se houve economia suficiente para honrar esses compromissos financeiros.

A projeção do Tesouro faz parte do chamado cenário inicial, que leva em consideração a legislação vigente e a evolução das despesas conforme o Regime Fiscal Sustentável. Mesmo com a aplicação de contingenciamentos, o ajuste não será suficiente para garantir o cumprimento do mínimo da meta fiscal nos anos de 2028, 2029 e 2030.

Esse cenário apresenta uma pressão significativa sobre o próximo mandato presidencial, que terá início em 2027. Para atender às metas no cenário de referência, serão necessárias ações adicionais de arrecadação ou ajustes fiscais, como revisão de gastos e cortes em vinculações.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A projeção do resultado primário é a seguinte:

  • 2026: déficit primário de 0,4% do PIB, dentro do limite inferior da meta;
  • 2027: déficit de 0,1% do PIB, acima do piso da banda inferior fiscal;
  • 2028: receitas superam despesas em 0,2% do PIB, mas não alcançam o limite inferior da meta;
  • 2029: superávit projetado de 0,3% do PIB, novamente abaixo do piso da meta;
  • 2030: resultado positivo chega a 0,3% do PIB, insuficiente para cumprir a meta de 1% do PIB.

O relatório também menciona que o cenário considera um contingenciamento de R$ 66,6 bilhões em 2028, R$ 68,4 bilhões em 2029 e R$ 59,6 bilhões em 2030, com média de 0,4 ponto percentual do PIB. No entanto, esses valores não serão suficientes para atingir o mínimo programado pela meta fiscal primária.

Para que o governo alcance o piso estabelecido para esses anos, seria necessário arrecadar ou economizar R$ 10,0 bilhões em 2028, R$ 80,6 bilhões em 2029 e R$ 136,4 bilhões em 2030.

Publicidade

Os fatores que pressionam essa situação incluem o aumento das despesas obrigatórias, especialmente com benefícios previdenciários, como BPC e seguro-desemprego, que crescem acima do limite orçamentário previsto, reduzindo o espaço para despesas discricionárias.

Além disso, o relatório aponta uma mudança na composição das despesas discricionárias, com o aumento das despesas rígidas que, embora classificadas como discricionárias, têm destinação praticamente obrigatória. Isso inclui gastos essenciais para atender aos mínimos constitucionais de saúde e educação.

A partir de 2027, as despesas discricionárias destinadas à saúde e à educação devem crescer, em média, 2,5% e 9,3% ao ano, respectivamente, em termos reais, para atender às exigências constitucionais.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

O Tesouro Nacional estima que o governo federal enfrentará desafios significativos para equilibrar suas contas nos próximos anos. De acordo com o Relatório de Projeções Fiscais, divulgado na terça-feira (30 de junho de 2026), o resultado primário planejado para o período de 2028 a 2030 não deverá ser alcançado.

A projeção indica que, entre 2026 e 2027, o governo ficará dentro da banda de tolerância fiscal, mas abaixo do centro da meta. Isso sugere que, sem a adoção de medidas adicionais, como cortes de gastos ou aumento na arrecadação, o governo não conseguirá atingir o patamar de segurança fiscal previamente estabelecido.

“Os resultados mostram melhora gradual do resultado primário ao longo do horizonte, mas ainda insuficiente para assegurar o cumprimento da trajetória de metas em parte relevante do período”, afirma o relatório.

O resultado primário é crucial, pois reflete a diferença entre as receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública, evidenciando se houve economia suficiente para honrar esses compromissos financeiros.

A projeção do Tesouro faz parte do chamado cenário inicial, que leva em consideração a legislação vigente e a evolução das despesas conforme o Regime Fiscal Sustentável. Mesmo com a aplicação de contingenciamentos, o ajuste não será suficiente para garantir o cumprimento do mínimo da meta fiscal nos anos de 2028, 2029 e 2030.

Esse cenário apresenta uma pressão significativa sobre o próximo mandato presidencial, que terá início em 2027. Para atender às metas no cenário de referência, serão necessárias ações adicionais de arrecadação ou ajustes fiscais, como revisão de gastos e cortes em vinculações.

A projeção do resultado primário é a seguinte:

  • 2026: déficit primário de 0,4% do PIB, dentro do limite inferior da meta;
  • 2027: déficit de 0,1% do PIB, acima do piso da banda inferior fiscal;
  • 2028: receitas superam despesas em 0,2% do PIB, mas não alcançam o limite inferior da meta;
  • 2029: superávit projetado de 0,3% do PIB, novamente abaixo do piso da meta;
  • 2030: resultado positivo chega a 0,3% do PIB, insuficiente para cumprir a meta de 1% do PIB.

O relatório também menciona que o cenário considera um contingenciamento de R$ 66,6 bilhões em 2028, R$ 68,4 bilhões em 2029 e R$ 59,6 bilhões em 2030, com média de 0,4 ponto percentual do PIB. No entanto, esses valores não serão suficientes para atingir o mínimo programado pela meta fiscal primária.

Para que o governo alcance o piso estabelecido para esses anos, seria necessário arrecadar ou economizar R$ 10,0 bilhões em 2028, R$ 80,6 bilhões em 2029 e R$ 136,4 bilhões em 2030.

Os fatores que pressionam essa situação incluem o aumento das despesas obrigatórias, especialmente com benefícios previdenciários, como BPC e seguro-desemprego, que crescem acima do limite orçamentário previsto, reduzindo o espaço para despesas discricionárias.

Além disso, o relatório aponta uma mudança na composição das despesas discricionárias, com o aumento das despesas rígidas que, embora classificadas como discricionárias, têm destinação praticamente obrigatória. Isso inclui gastos essenciais para atender aos mínimos constitucionais de saúde e educação.

A partir de 2027, as despesas discricionárias destinadas à saúde e à educação devem crescer, em média, 2,5% e 9,3% ao ano, respectivamente, em termos reais, para atender às exigências constitucionais.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA