VENCEU A DEMOCRACIA

Carlos Braz, 02 de Novembro, 2022 - Atualizado em 02 de Novembro, 2022

VENCEU A DEMOCRACIA

Por Carlos Braz

A população brasileira participou no último domingo do mês de outubro de 2022 daquela que já é considerada a mais importante eleição direta da sua história republicana. Literalmente o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria naquele instante em que cada eleitor  escolheu livremente, de acordo com sua consciência aquele que nos governará pelos próximos quatro anos.

Entre os dois projetos políticos antagônicos apresentados o eleitor optou por aquele que,  efetivamente, alinhava-se ao seu ideal de democracia, balizado pela Carta Magna de 1988, a mais cidadã das constituições, garantidora do Estado Democrático de Direito.

Ao perfil dos candidatos pouco havia a se acrescentar, e a polarização cristalizou-se entre a democracia e o autoritarismo fascista. O resultado desse embate foi incontestável, ante a diferença de mais  dois milhões de votos entre Lula, o futuro presidente da república, e Jair Bolsonaro. Reconhecido pelas instituições e lideranças politicas nacionais e internacionais, o  pleito de 2022 confirmou a segurança do nosso sistema eleitoral e suas urnas eletrônicas, contestadas diuturnamente pelo maior mandatário da nação e seus seguidores.

Venceu a democracia, e cabe ao não eleito aguardar por quatro anos a oportunidade de concorrer mais uma vez ao almejado cargo, e ao eleito, o dever de governar para todos os brasileiros, promovendo o progresso e a ordem social aparando as arestas ideológicas e afinando o diálogo com a maioria oposicionista do congresso nacional.

São relevantes nesse processo histórico homens de pensamento e ação que se posicionaram a favor da legalidade. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Superior Tribunal Federal, bem como os comandantes das Forças Armadas, instituição sobre a qual pairava a desconfiança generalizada ante seu histórico de intervenções antidemocráticas. Em respeito ao resultado das urnas resistiram às insinuações presidenciais de tutelar um novo golpe militar e não embarcaram na mesma canoa furada de 1964, que alguns loucos e fanáticos radicais pretendiam repetir.

São ainda merecedores de destaque a força política representada pelo Nordeste, decisiva no resultado final, e o apoio daqueles que não hesitaram em aliar-se à candidatura petista, mesmo sendo membros de outros partidos,  em especial a senadora do MDB Simone Tebet, que renovou a cena política, ratificando a capacidade inconteste das mulheres  para  participarem efetivamente dos grandes momentos da nossa história como nação.

 

 

 

 

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