A Bienal de Itabaiana. (por Antonio Samarone)

Antonio Samarone, 17 de Novembro, 2023 - Atualizado em 17 de Novembro, 2023

 

 

A Presidente da Academia Itabaianense de Letras, Josevanda Mendonça, vai anunciar hoje, mais uma Bienal, em dezembro de 2023. Não sei se a sexta ou a sétima. A Bienal de vem de longe, foi uma construção coletiva, sem donos.

Concordo com um confrade, que não quer ser citado, que a virada literária em Itabaiana, se deu em 28 de julho de 1973, quando o jovem, Vladimir Carvalho, atraiu para Itabaiana a nata da intelectualidade sergipana, para o lançamento de “Santas Almas de Itabaiana Grande”. Surgiu em Itabaiana uma nova Era, no misterioso mundo dos livros. (vejam a foto do lançamento)

Em 16 de outubro de 2009, na Associação Atlética, um criativo intelectual, que não quer ser citado, com o apoio de jovens empresários (Itnet, Colégio Alternativo, Revista Perfil e 93.1 FM), organizaram o “Mega Encontro Cultural”, com a ambição de tornar-se uma Bienal. Acho que esse encontro foi a Bienal I, portanto, estamos na Bienal VII. O intelectual, que não quer ser citado, foi o curador da Bienal I.

Nesse Mega Encontro, lembro-me de uma Conferencia de Antonio Porfirio, sobre o Cangaço, além de ter exposto várias peças do seu futuro Museu, no Alagadiço. A abertura ficou por conta de Luiz Antonio Barreto.

Em 29 de outubro de 2011, ainda na Associação Atlética, ocorreu a Bienal I (que já era a segunda), sob o comando do mesmo intelectual, a quem muito devemos. Não estou minimizando a importancia dos jovens empresários.

O evento cresceu, começou a aparecer donos, vaidades, como é normal nas coisas dos homens.

Em 01 de fevereiro de 2013, na Sede do Rotary, foi criada a Academia Itabaianense de Letras, sob a presidencia de Vlademir Carvalho. A Academia foi consolidação da explosão literária.

Em 19 de outubro de 2013, a Bienal II, passou a ser realizada na Associação Comercial. Foi um sucesso de público. Nessa Bienal houve um fato triste, que precisa ser reparado, com ampla divulgação e pedido de desculpas. Mas não será agora: as feridas ainda estão abertas.

A Bienal III, em 17 de outubro de 2015, continuou na Associação Comercial, e sob o comando do mesmo grupo de empresários. Uma novidade, a assesoria cultural passou para dois imortais, das Academias de Letras. O evento, cresceu e se consolidou.

A Bienal IV, 22 de outubro de 2017, e a Bienal V, 15 de setembro de 2019, passaram para o Shoppinh Peixoto. Continuou no mesmo formato. Comando dos empresérios e consultoria dos imortais citados.

A Bienal de Itabaiana passou a ser o maior evento literário de Sergipe. Talvez o único. Parte desse sucesso deve-se ao comando empresarial, pessoas de mente aberta e competentes administradores. Nem só de poesia vive o homem.

Em 2021, como se sabe, vivemos sob as ameaças da Peste da Covid. Não houve Bienal.

Passada a tempestade, desconheço as razões, o grupo de empresários que manteve e promoveu de forma competente a realização da Bienal, repassou a coordenação do evento, para a Presidente da Academia Itabaianense de Letras, Josevanda Mendonça.

Quem pensou ser o fim, errou. A força da Bienal é expressão da grandeza cultural de Itabaiana. A diligente Josevanda Mendonça, anuciará hoje a Bienal VI (ou VII), que ocorerrá em 15,16 e 17 de dezembro de 2023.

Desejo muito sucesso a Bienal VI (ou VII). A Bienal não tem donos. O seu sucesso precisa de todos: empresários, escritores, poetas e trovadores. Qualquer tentativa de exclusismos, será nociva.

Itabaiana vive um momento novo na Cultura. A Prefeitura de Itabaiana está aberta para colaborar, sem pretenções de protagonismo.

A Bienal continua em boas mãos.

Antonio Samarone. Secretário de Cultura de Itabaiana.

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