O outro lado da Pandemia. (por Antonio Samarone).

Antonio Samarone, 24 de Março, 2020 - Atualizado em 24 de Março, 2020

 

As orientações da Saúde Pública concentram-se em ensinar as pessoas a proteger-se do Covid - 19. Lavar as mãos, usar máscaras, evitar aglomerações, manter a distância, isolar-se socialmente. Etc.

A medicina sabe pouco por que uma parte da população não se contamina com o Covid - 19. Não tiveram o contato ou tiveram e o vírus não contaminou?

Uma outra parcela da população se contamina, mas não tem os sintomas da doença, os “portadores sãos”.

Uns tem a doença sem gravidade, em outros a doença é grave. Para alguns a doença é letal.

A medicina não explica por que diante do mesmo Covid – 19, as pessoas reagem diferentemente. Apenas relaciona ao um genérico grau de resistência imunológica individual. Isso é muito pouco.

“A imunologia tem pouco a dizer sobre as diferenças na suscetibilidade individual as infecções, que em um extremo gera “portadores sãos” e no outro gera organismos muito suscetíveis que sofrem sintomas graves e morrem.” Nelson Vaz.

Essa variação da suscetibilidade individual ao adoecer é um tema muito mal compreendido pela medicina. não sabemos exatamente como e por que adoecemos. O vírus é necessário, mas não suficiente.

As doenças infecciosas não surgem apenas de respostas imunes insuficientes. As alergia resultam de respostas excessivas. As doenças autoimunes são respostas desviadas de seus alvos.

Quais os fatores participam deste processo do adoecer?

Muitos fatores dependem do hospedeiro (que somos nós) — imunidade prévia, genética, idade, sexo, microbioma nativo, nutrição, stress, ansiedade, bem estar emocional.

Outros fatores derivam do meio ambiente (natural, social, cultural). As epidemias são antropogênicas, acompanham a história humana.

Essa abordagem militarizada, de que o vírus é um inimigo externo a quem devemos derrotar, é o discurso da Saúde Pública do Século XIX.

Nosso modo de vida, a destruição ambiental, o modelo de sociedade em que vivemos são partes do problema.

O teor de felicidade de cada isolamento sanitário, a alegria, a paciência, a convivência harmônica, a paz e o bem estar são tão importantes no enfrentamento da Peste, como lavar as mãos com álcool gel e usar máscaras.

Tudo o que fortalece a nossa resistência imunológica é parte decisiva no enfrentamento do Covid - 19. A quarentena não é um castigo, uma pena, um local de sofrimento.

A felicidade é parte da prevenção.

Vamos lavar as mãos com um sorriso no rosto!

Antonio Samarone.

O que você está buscando?